segunda-feira, 18 de novembro de 2013

A vida pode ser um passeio

No início eu via Deus como um observador, como meu juiz que levara em conta as coisas que eu fazia, para saber se por elas, merecia o céu ou o inferno. Eu estava ai fora como um personagem. Eu conhecia seu retrato, mas não conhecia a Ele mesmo.
Mais adiante, quando conheci a Cristo, a vida se transformou em um passeio de bicicleta. Era uma bicicleta para dois e Cristo ia na parte de trás ajudando-me a pedalar. Não lembro quando, 
Ele sugeriu que mudássemos de lugar. Desde então, a vida já não era mais a mesma!
ClipArte

Cristo faz a vida ser fascinante.
Quando eu dirigia, conhecia o caminho. Era algo aborrecido e eu já sabia o que iria acontecer.
Tomava o caminho mais curso entra dois pontos. Quando Ele dirigia, conhecia deliciosos e longos atalhos, subindo e descendo as montanhas através de lugares rochosos a uma velocidade de quebrar o pescoço.

Tudo o que eu podia fazer era agarrar-me a Ele e aguentar, mesmo que parecesse uma loucura. Ele me dizia: "Pedala"! Eu, preocupada e ansiosa perguntava: Onde me levas? Ele corria e não respondia e eu... comecei a confiar. Esqueci a tristeza da vida e me lancei à aventura, e se alguma vez dizia:
"Estou assustada", Jesus se inclinava e tocava minha mão.
Levou-me a conhecer gente que me dava presentes de cura, de aceitação, de alegria e de paz para a nossa viagem. Ele dizia: "Dá esses presentes" e eu os dava às pessoas com quem nos encontrávamos e descobri que dando, eu recebia e que a carga se tornava leve.

No início, eu não confiava a Ele a direção da minha vida. Pensava que podia causar acidente. Mas Ele sabe dar a inclinação perfeita à bicicleta nas curvas fechadas. Saltar grandes pedras, voar para suavizar as passagens perigosas.
Estou aprendendo a calar-me e a pedalar nos lugares mais estranhos. Estou começando a desfrutar do panorama e da fresca brisa no rosto.
Ele só me olha, sorri e me, diz: "PEDALA"!
(A. D.)

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

100 anos de Família Paulina


Convivência Vocacional em SP


Nos dias 7 e 8 de novembro de 2013, nós da comunidade Rainha dos Apóstolos - SP (Postulado) tivemos a alegria de receber para a Convivência Vocacional as jovens Ariane Oliveira, Cristiane Alves, Dayane Carvalho, Daiane Mello e Maria Amanda. O encontro teve como tema a Espiritualidade da missão paulina, que tem como centro Jesus Cristo Mestre, Caminho, Verdade e Vida. A convivência foi muito rica, as jovens puderam partilhar suas experiências, tirar suas dúvidas e conviver com as irmãs e formandas paulinas.
Amanda, Dayane Mello, Ariane, Cristiane e Daiane Carvalho partilham conosco um pouco  da experiência que fizeram:
Nesta Convivência sentimos fortemente o chamado de Deus que assim nos diz: ame a mim e ame meus filhos. Aprendemos a olhar para dentro de nós, esvaziarmos para que Jesus nos preencha. As leituras e os momentos de partilhas foram profundos e ricos. Sentimo-nos amadas e capazes de amar. Deus tem um caminho para cada um, coragem e confiança. Sentimos mais força para lutar e anunciar a Boa Nova, usando nossos dons para cativar pessoas para Cristo. O Senhor está sempre a nos chamar e nos convida a vivê-lo mais de perto. Esses momentos nos fazem perceber como é linda a missão para a qual fomos eleitas. Nesta convivência nascemos de novo pela Palavra e pela Eucaristia, na alegria de sermos vocacionadas.  Agradecemos ao Senhor por sempre tocar no coração dos jovens para estar com Ele.

O dom da Palavra


A palavra ainda é a melhor arma, tanto para se falar do amor, quanto da dor.
É com ela que podemos acarinhar e, também, ferir.
É com ela que podemos agradar e denegrir.
A palavra é a força maior do ser humano. Sendo escrita ou falada ela pode causar alegrias e danos e jamais poderá ser apagada, de qualquer forma será, inevitavelmente, registrada.

Ela pode ser sincera ou falsa, mas não importa a sua qualidade, no momento que for dita soará como verdade.

É usada para engrandecer e, muitas vezes, para desmerecer.
Enaltece e humilha, em certas horas é poderosa como mãe em outras é carente como filha.
Oras é mais devastadora que uma guerra, oras é mais tranquila que um jardim.
A palavra é assim, tem várias caras e facetas, arma ciladas e serve de muletas.

Em algumas bocas caminha entre o sim e o não sem prestar muita atenção.
A palavra é um dom que nos foi dado e que, por muitos, tem sido tão mal utilizado.
A palavra deve ser respeitada, como rainha deveria ser tratada.
A palavra é sempre o começo de tudo e, infelizmente, o final, seja ele doloroso ou normal.

Quem usa da palavra sem responsabilidade deveria ser severamente castigado, afinal, ela sempre será a grande personalidade que atua no presente, atuará no futuro e atuou no passado.
(Silvana Duboc)