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quarta-feira, 22 de agosto de 2018

1ª Jornada Vocacional Paroquial - Vinde a mim


No último fim de semana (18 e 19 de agosto), Ir. Mery Sousa visitou a Paróquia de Sant’Anna no município de Vicência-PE, a fim de proporcionar aos jovens da comunidade reflexões sobre o dom da vocação.
Comunidade
A iniciativa partiu do seminarista Cézar Tôrres que juntamente com os jovens viabilizaram esse momento de palestra, reflexão e oração sobre o sentido vocacional na vida de cada pessoa. O encontro aconteceu em dois momentos fortes, começou no sábado a noite com a palestra de Ir. Mery, na qual refletiu sobre a primeira vocação que Deus faz a todas as pessoas, ou seja, a vida.
Juventude
A partir da consciência mais profunda sobre a vida como um dom e um milagre de Deus se conduziu o encontro para o sentido do batismo como sacramento que marca o início de uma vida de seguimento e configuração a pessoa de Jesus e adesão ao projeto do Reino de Deus.
Na manhã do domingo os jovens participaram da lectio divina como proposta de vivência para seu cotidiano, pois, toda vocação se fundamenta na Palavra de Deus e se realiza para anunciar esta Palavra que é Caminho, Verdade e Vida a todas as pessoas. 
Momento de oração
Após o momento de espiritualidade com as Sagradas Escrituras os jovens participaram da missa, em seguida foi apresentado a eles os passos para elaboração de um Projeto de Vida, em vista do discernimento vocacional que deve acontecer num processo de profunda escuta de si mesmo, dos apelos de Deus a serviço da Igreja e da sociedade.
“Cada vez mais faço a experiência de encontrar jovens que desejam viver o seguimento a Jesus, porém, por vezes lhes falta incentivo, pessoas que estejam ao seu lado para lhes ajudar nos momentos de decisões importantes em sua caminhada. É urgente essa atenção aos jovens, é necessário em meio a tantas vozes dar atenção a voz de Jesus que continuamente nos convida: ‘Vinde a mim’”.

Ir. Mery Elizabeth Sousa, fsp


segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

Ir. Tecla Merlo: Uma vida pelo Evangelho

Recordando... Queridos irmãos e irmãs vamos iniciar o mês de Fevereiro fazendo memória de Ir. Tecla Merlo, que partiu para a casa do pai no ano de 1964. Uma mulher de grande fé e audácia apostólica. Uma vida doada a serviço da comunicação do Evangelho, por meio da Congregação das Irmãs Paulinas.


Uma história alicerçada no amor a Deus e as pessoas, uma vida destemida e serena com pés firmes no chão, se envolvia na realidade social de sua época. Com um olhar sempre a sua frente, que a impulsionava a transformar a palavra, o som, os meios para comunicar ao mundo a notícia maravilhosa, a beleza de ser de Deus e viver para Deus, comunicar o amor supremo: Jesus Cristo.
Recordando... Seus últimos anos de vida foram como uma oferta ao Pai, não se cansava de oferecer a própria vida pelo êxito da missão paulina e por cada Filha de São Paulo. “No dia 28 maio de 1961, em Ariccia (Itália), durante os Exercícios, na festa da Santíssima Trindade, Mestra Tecla ofereceu a vida para que todas as Filhas de São Paulo sejam santas. No dia 16 de Junho de 1963 foi atingida por um espasmo cerebral. Foi hospitalizada em Albano (Itália)”. Todas as Filhas de São Paulo sentiam fortemente sua serenidade e tão grande carinho que dedicava a cada uma. Não é por acaso que ela proferiu as seguintes palavras: “Se mil vidas eu tivesse, mil vidas eu daria por causa do Evangelho”.

Recordando... Irmã Tecla retoma suas atividades e o seu desejo de fazer ainda mais pelo anúncio do Evangelho cresce dentro dela. “No dia 7 de julho do mesmo ano, restabelecida, volta para Roma para uma breve visita; reúne todas as irmãs na Via Antonino Pio para saudá-las e agradecê-las pela sua cura”.
“A sua serenidade e o abandono em Deus comovem a todas.
Em 22 agosto de 1963 experimenta grande alegria pelo encontro com o papa Paulo VI, na visita à casa de saúde Regina Apostolorum, de Albano Laziale.
Em 22 novembro de 1963 foi acometida  por um novo e mais grave espasmo cerebral. Pe. Alberione lhe administrou  a unção dos enfermos.”
Recordando... E chega a hora de nossa querida irmã se despedir desse mundo, ela já havia cumprido sua missão aqui na terra, agora Deus a chamava para estar com Ele no paraíso. “Em 5 fevereiro de 1964 morreu em Albano, na casa de saúde Regina Apostolorum, após uma hemorragia cerebral. Foi assistida espiritualmente por pe. Alberione. Era uma quarta-feira”. Assim, mais um anjo foi povoar o céu, ser uma estrela a iluminar todas as Filhas de São Paulo e demais membros da Família Paulina aqui na terra.

Ir. Gizely Pinheiro, fsp


sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

Dia Mundial da Vida Consagrada

Dia de celebrar a alegria de ser portador de uma grande notícia: o Evangelho.

O mundo está repleto de milhares de pessoas que livremente decidiram dedicar-se ao anúncio do Reino de Deus, consagrados e consagradas que doam suas vidas com alegria, amor e disponibilidade para a evangelização, pessoas comprometidas com a construção de um mundo novo, um mundo mais humano e fraterno. São múltiplos os carismas, que Deus no seu infinito amor faz suscitar na Igreja, para atender as situações que mais necessitam do seu olhar misericordioso.
O amor vai sendo semeado nas escolas, nas Igrejas, nas ruas, nas variadas formas de comunicação, pelos consagrados e consagradas, que generosamente acolheram a vocação que o Senhor lhes confiou. Com ternura e firmeza percorrem caminhos e casas, assim como fez Jesus, para anunciar a verdade, curar os doentes e aliviar as dores da alma.
Neste dia especial, 2 de fevereiro de 2018, festa da Apresentação do Senhor, que a Igreja celebra o Dia Mundial da Vida Consagrada, expressamos nossa imensa gratidão pelo bem que realizam. Com fé afirmam e demonstram com suas próprias vidas, que o Senhor está no meio de nós. Principalmente neste tempo de tanto desespero e desamor que vive a sociedade, diante de tantas crises morais, sociais e vocacionais, precisamos de referência para encontrar o sentido da vida.
Em nota para o portal VATICAN NEWS, o prefeito da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica, cardeal João Braz de Aviz ressalta que, “Vivemos um momento da história humana necessitada de um sentido vocacional da vida. Precisamos de um projeto, de uma fonte de sentido existencial, repleto de alegria e de esperança. Desde a experiência batismal, inseridos na vida de Deus e na sua família, a Igreja, nós consagrados somos herdeiros do patrimônio vocacional e carismático da Igreja e sentimos a alegria e o dever de protegê-lo e promovê-lo”.
Portanto, o Dia Mundial da Vida Consagrada é motivo de muita alegria e celebração, de renovar o compromisso com Deus e com o povo, de não cessar de elevar ao Senhor nossa súplica por mais corações generosos para dedicar-se ao anúncio da alegria do Evangelho e amor de Deus pela humanidade.

Ir. Gizely Medes Pinheiro, fsp


sábado, 9 de setembro de 2017

#MêsdaBíblia 2º Encontro: Edificar-se no trabalho

2º Encontro: Edificar-se no trabalho
Em relação ao amor fraterno, percebe-se a importância que Paulo dá às relações humanas. E o que motiva Paulo para o trabalho era a caridade, ou seja, o amor, recomendado que exerce na liberdade, alegria, paz e justiça social. Lembrando-nos do que fala Gn 2, 15: “tomou, pois, o Senhor Deus ao homem e o colocou no jardim do Éden para o cultivo e o guardar”. Podemos dizer que o trabalho é o reflexo da ação de Deus.
            Chegando a Tessalônica, Paulo além de dar o exemplo como trabalhador, faz grande elogio ao trabalho executado ali: “Tendes como questão de honra viver em tranquilidade, cuidando de vossos próprios negócios e trabalhando com vossas próprias mãos, do modo como vos instruímos” (4,11). Paulo aqui puxa a conversa para o terreno bem conhecido por ele, pois exercia a função de construtor de tendas e também enfatiza a dignidade do trabalho manual, pouco valorizado na época.
            Por outro lado, concede o trabalho como um dever de justiça, porque ninguém deve ser peso para os outros. Ele não nega e outra face do trabalho, pois este também traz fadiga: “e nos afadigamos trabalhando com as próprias mãos. Insultados, bendizemos; perseguidos, resistimos com paciência”. (1Cor 4, 12).
            Por fim, podemos ainda sublinhar que Paulo, como evangelizador e missionário, realizava a sua missão em equipe. São grupos de mulheres e homens que colaboram com Paulo na expansão do Evangelho, organizando as comunidades a partir do contexto social em que vivem.
           
Texto extraído do livro do SAB (Serviço de Animação Bíblica) do mês da Bíblia 2017. Belo Horizonte: Paulinas, 2017, pp. 25-27.


quarta-feira, 6 de setembro de 2017

#MêsdaBíblia 1º Encontro: SER CRISTÃO

Neste primeiro encontro, a reflexão é sobre a identidade cristã, que é revelada a partir da fé, da esperança e do amor, virtudes que sustentam a vida pessoal e da comunidade (1Ts 1,2-10).

1º Encontro: SER CRISTÃO
A palavra gratidão, no início da carta (cf. 1,2), é dirigida a Deus Pai, propiciador de todos os bens e do qual nos provém toda a graça e salvação. Esse agradecimento é também uma recordação de que o próprio Senhor age na história de seu povo. Não se trata de um agradecimento da memória de um passado distante, mas de uma memória viva e eficaz no presente da história do povo que caminha. 
Este agir de Deus na história do seu povo é percebido por Paulo na própria gratuidade com que Ele nos doa seus dons. De uma singularidade ímpar, Paulo resume toda a experiência e agir do cristão na tríade: fé, amor e esperança.
A fé dos tessalonicenses é radicalmente alicerçada em Deus Pai por meio de Jesus Cristo, seu único Filho e redentor nosso. Essa fé os leva a assumir um compromisso, ou seja, acreditar no Evangelho. É importante salientar que, nessa ocasião, ainda não existem os quatro evangelhos que temos hoje: Mateus, Marcos, Lucas e João. Quando Paulo se refere ao Evangelho, é no sentido literal da palavra, isto é, Boa Notícia do Cristo Jesus, o querigma, o anúncio de tudo o que Deus fez em Jesus de Nazaré.
O anúncio da fé em Deus Pai por meio de Cristo é plenamente realizado na experiência do amor. Um amor que nos move a sair de nós mesmos para ir ao encontro do outro (cf. 1Cor 13), deixando nossas vaidades e orgulho, e ajudar o irmão a carregar seu fardo (cf. GL 6, 2-3).
Paulo compreende que a fé e o amor produzem no cristão uma virtude essencial para a vivência comunitária: a esperança. Longe de ter o olhar voltado para o futuro ou se acomodar ao presente, a esperança produz a solidez e a determinação da luta diária, do agora. Essa esperança paulina é, sem dúvida, acreditar na ressurreição, na consolidação do senhorio de Cristo e na parusia (cf. 1Ts 4, 13-17).
A comunidade é gerada na fé, na esperança e na caridade, pois, conforme Paulo ressalta, tudo o que a comunidade tem é dom de Deus e provém do seu amor (1,4). Com o coração agradecido, Paulo renderá graças a Deus Pai pela eleição da comunidade de Tessalônica. A gratuidade de Deus e sua infinita bondade elegeram e predestinaram aquela comunidade a ser filha no Filho, é, se perseveram, é por sua graça. Assim foi Tessalônica, assim Deus quer que seja com cada um de nós e com nossas comunidades.
Somente com o conforto do Espírito Santo é que conseguimos seguir e imitar Cristo. Uma imitação que nos pode ser compreendida como uma simples repetição, mas que é antes de tudo o seguir Cristo dentro da própria vocação e possibilidade. Essa experiência comunitária não ficou restrita somente àquele lugar, mas, ao contrário, expandiu-se, “porque, partindo de vós, a Palavra do Senhor não só ressoou na Macedônia e na Acaia, mas a todo lugar vossa fé diante de Deus tem chegado, de modo que já não há mais necessidade de que falemos disso” (1,8).
A perícope é concluída com duas expressões-chave: “Deus vivo e verdadeiro” (1,9) e “para aguardar dos céus a seu Filho” (1,10). Paulo chama à conversão, voltando-se para Deus, fixando seu horizonte unicamente ao Deus vivo e verdadeiro, o Deus de Jesus Cristo, e abandonando os ídolos. Também em 1Ts 1, 10 encontramos o verbo “livrar”. Esse verbo está no presente, ou seja, nos leva a compreender que a libertação não é um acontecimento futuro, mas presente de nossa história, na qual o Senhor nos consola com sua justiça e misericórdia diante das incontáveis injustiças que afligem nossa vida.


Texto extraído do livro do SAB (Serviço de Animação Bíblica) do mês da Bíblia 2017. Belo Horizonte: Paulinas, 2017, pp. 16-18. 

terça-feira, 5 de setembro de 2017

#MêsdaBíblia “Anunciar o Evangelho e doar a própria vida”

     
Vivendo a nossa vocação a exemplo de São Paulo Apóstolo
 A Igreja do Brasil celebra, durante setembro, o mês da Bíblia, no qual a Igreja se dedica intensamente à Palavra de Deus, propondo reflexões e criando momentos celebrativos. Celebrar e meditar a Palavra é exercício contínuo, feito todos os dias; porém, é reservado um mês para intensificar a nossa vivência e, assim, darmos o devido valor que ela tem na prática cristã. A Palavra é um encontro e um diálogo com Deus, que requer de nós adesão e abertura para deixar envolver-se por ela.
No mês de setembro, a Igreja do Brasil propõe uma temática bíblica para nos ajudar a aprofundar a nossa fé.  Por isso, neste ano o estudo é feito a partir da primeira carta de Paulo aos Tessalonicenses. O texto-base dessa reflexão é inspirado no tema: “Para que n´Ele nossos povos tenham vida”. O lema: “Anunciar o Evangelho e doar a própria vida” (1 Ts 2, 8) nos reporta e nos convida a mergulhar no pensamento de São Paulo, que foi um apóstolo fiel ao projeto de Jesus Cristo, entregando a sua vida pelo evangelho no anúncio e na partilha da vida com os seus. A exemplo dele, também queremos rezar a nossa vida e vocação para melhor corresponder ao chamado que Deus nos faz todos os dias: doar a própria vida ao Evangelho e as pessoas.
Para nos ajudar nesta vivência, teremos como base o subsídio do mês da Bíblia, que contém quatro encontros à luz da I carta aos Tessalonicenses. Mas quem é o autor dessa carta? O autor foi São Paulo, um judeu que conhecia e defendia a Torá e suas leis. Foi um perseguidor dos cristãos e, para impedi-los de continuar a missão de Jesus, foi para Damasco e no caminho teve uma profunda experiência de fé e de encontro com Jesus. A partir daí, tornou-se um grande evangelizador e fundou várias comunidades nas quais acompanhava com visitas ou por cartas. Viveu a sua vocação de cristão com fidelidade ao evangelho de Jesus, doando sua vida na alegria, na dor e na perseguição, sendo apóstolo até às últimas consequências.
Escreveu a Primeira Carta aos Tessalonicenses “entre os anos 50 e 51 E.C na cidade de Corinto, nessa época, a comunidade ainda não estava organizada e necessitava de incentivo para não desanimar diante das provações” (Mês da Bíblia-SAB, 2017, p. 6). A comunidade estava sendo perseguida por cidadãos adversários pelos discursos filosóficos e falsas pregações apocalípticas, que dificultavam a evangelização de Paulo. Ele nem sempre podia estar presente na comunidade devido às suas viagens, mas os acompanhava com carinho, exortando e orientando os cristãos.
 Em cada encontro serão apresentados aspectos importantes trabalhados por Paulo com os tessalonicenses. 
            

Texto extraído do livro do SAB (Serviço de Animação Bíblica) do mês da Bíblia 2017. Belo Horizonte: Paulinas, 2017, pp. 25-27. 

terça-feira, 8 de agosto de 2017

#AprofundadooTemaVocação - Parte 4


É a vocação do amor que se realiza na relação entre o homem e a mulher. No amor de Deus o casal é chamado a edificar o amor conjugal para serem uma só carne e formarem família. Constituem assim, uma íntima comunidade de vida para realizarem a missão da maternidade e da paternidade onde o lar torna-se uma pequena Igreja no qual se vive, partilha e transmite os valores humanos e cristãos. A família é o berço de todas as vocações.

Ir. Mery Elisabeth de Souza, fsp

sábado, 5 de agosto de 2017

#AprofundandooTemaVocação - Parte 2


A Vocação a vida é o chamado que precede todos os demais. Deus em seu infinito amor modelou o homem e a mulher a sua imagem e semelhança, os chamou a vida, para que, na liberdade de filhos e herdeiros fossem continuadores de sua criação. É somente de Deus que todas as coisas e criaturas recebem o “sopro” que gera a vida, pois o nosso Deus é o Deus da vida!

O ser humano ao ter consciência de que toda a vida é dom Deus é, de maneira particular, chamado a ser co-responsável pela promoção da vida e corresponder a esse convite desenvolvendo-se na relação consigo mesmo, com os outros, com o mundo e com o próprio Deus.

Ir. Mery Elisabeth de Souza, fsp