terça-feira, 9 de fevereiro de 2021

Irmã Tecla Merlo: mulher revestida da Palavra




Ao lembrar de Irmã Tecla Merlo, vem logo a mente sua trajetória humana e espiritual e sua missão de orientar as congregações nascentes da Família Paulina e, particularmente, a Congregação das Irmãs Paulinas. Sua vida foi reconhecida como exemplo e modelo de vida cristã, vivida em Cristo Mestre, Caminho, Verdade e Vida (Jo 14,6), com a coragem do apóstolo Paulo e a ternura de Maria, Rainha dos apóstolos.

Irmã Tecla foi proclamada venerável, no dia 22 de janeiro de 1991.  Ela é considerada nossa mãe e invocada como nossa intercessora diante de Deus. Qual o segredo de Irmã Tecla Merlo, que a transformou de catequista dedicada para superiora geral da Congregação das Irmãs Paulinas? 

Teresa Merlo nasce em Castagnito (Cuneo, Piemonte) no dia 20 de fevereiro de 1894, segunda dos quatro filhos de Ettore e Vincenza Rolando. Tereza vivia na simplicidade e no aconchego do seu lar, mas Deus a tinha escolhido, “desde o ventre materno” (Jr 1,5), para uma grande missão.

Deus revela seu projeto a jovem Teresa, por meio de um breve e rápido encontro com o Padre Tiago Alberione, na sacristia da Igreja São Cosme e Damião, no dia 27 de junho de 1915. Acontece um diálogo simples e breve entre o jovem sacerdote Tiago, que alimenta um sonho futuro: que o evangelho chegue a todos, usando os meios modernos que o progresso humano oferece; e a jovem Tereza, disponível ao projeto de Deus que, na fé, acolhe a promessa e aceita colaborar para que a vontade de Deus seja feita. Este encontro transformou totalmente sua vida.

Começa para ela um longo caminho de entrega total nas mãos do Pai, para a santificação de cada filha de são Paulo. No dia 22 de julho de 1922 faz a profissão religiosa e assume o nome de Tecla; padre Alberione a nomeia superiora geral do nascente Instituto das Irmã Paulinas.

Seguindo seus passos, podemos afirmar que Irmã Tecla foi e sempre será para nós uma mulher revestida da Palavra. Esta Palavra que Maria gerou em seu seio fecundo e que Tecla viveu e comunicou heroicamente com os meios modernos. Ela construiu a casa de sua vida, na rocha da aliança com Deus, acreditou sem ver. Sentiu-se escolhida e amada por Deus, de modo totalmente gratuito; viveu sua vida em chave de resposta e de acolhimento do projeto de Deus. 

Duas atitudes fundamentais marcam a fisionomia espiritual de Irmã Tecla: humildade e fé. Humildade de quem assume a decisão radical de em tudo buscar a vontade da Trindade Santa; fé de quem acredita na promessa. No dia 28 de junho de 1961, na festa da SS.ma Trindade, ofereceu a vida para que todas as Filhas de São Paulo sejam santas. Realiza sua Páscoa definitiva em Albano (Roma) na clínica Regina Apostolorum no dia 5 de fevereiro de 1964.

Tecla, a mulher forte, nos convoca a revestir-nos da Palavra, a caminhar nas estradas nem sempre bem definidas do carisma congregacional, a acolher e valorizar a diversidade, a ler cada evento, cada encontro na perspectiva de Deus. Em tudo reconhecer a presença do Mestre Eucarístico que afirmou: “Daqui quero iluminar”. 

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