segunda-feira, 21 de dezembro de 2020

Natal de fé e esperança

 


Que o Natal seja de esperança

De fé e confiança

Que o Menino Jesus

Presença de amor e de luz

Possa nos abraçar

E no nosso coração habitar

 

Com muita gente gostaríamos de estar

Mas o real abraço que vamos dar

É o da oração e da comunhão

Aquecido estará o nosso coração

 

Será um Natal de solidão?

Não para quem sabe viver em comunhão

Sabe que tudo isso passará

Vida nova há de brotar

 

Esse Natal é diferente

Transformou a vida da gente

Mas cultivou esperança e amor

Deus Menino vem e conforta toda dor

 

Sozinhos não estamos

Com Jesus, seu nascimento vamos celebrar

Por mais que fizéssemos outros planos

Deus conosco jamais deixou de caminhar.


Texto: ir. Bárbara Santana, fsp

sábado, 28 de novembro de 2020

Advento! Tempo de preparação e de amorosa espera!


Advento (do latim vir, chegar) é um tempo precioso para a fé cristã, ele marca o início de um novo ano litúrgico, o qual, somos convidados a percorrer na certeza da presença de Deus. Trata-se de um mistério, pois somente pela fé podemos acolher esta presença que transforma e dá novo sentido às nossas vidas. 

Por isso, é necessário um tempo de preparação, durante as quatro semanas do Advento, a Igreja nos propõe um caminho para bem celebrarmos a Solenidade do Natal do menino Jesus.

Nas duas primeiras semanas do Advento a liturgia nos ajuda a refletir sobre a última e definitiva vinda do Senhor. Por isso, a liturgia exorta à conversão de vida como condição para este encontro pessoal com o Senhor. Já as duas semanas que antecedem o Natal, é marcada pelo espírito de alegria, de esperança, pois se aproxima a hora tão esperada. 

A encarnação de Jesus, por meio do Espírito Santo, irrompe a história, Deus torna-se pessoa no seio de Maria. Nela, uma humilde, pobre e jovem mulher, prometida em casamento, a Palavra se fez carne e veio fazer morada entre nós. No absurdo, na contrariedade de todas as expectativas, o Salvador se revela na fragilidade e na amabilidade de uma criança.

Mas, o que isso tem a ver com as nossas vidas e com o contexto que estamos vivendo?

Sem dúvida, este ano esta sendo marcado por longas esperas. A pandemia mudou os ritmos, cancelou ou pelo menos adiou projetos, viagens, estudos, celebrações, encontros, fomos obrigados a nos adaptar a tudo.

Coisas boas também aconteceram e talvez uma delas foi a oportunidade de redescobrir o valor das coisas simples como um abraço, um aperto de mão, o sorriso, a presença de alguém, estamos ansiosos pelo momento em que não serão mais necessárias todas essas restrições, então, iremos reencontrar pessoas queridas e já estamos até fazendo planos de quando e como será... só de pensar o coração se enche de alegria.

Com esperança, vivamos este tempo do Advento preparando o lar de nossos corações para acolhermos a novidade de Deus que se fez pobre para nos enriquecer do seu amor fiel para sempre. 

Que a certeza da presença do Deus-Emanuel console e fortaleça o seu caminhar!!!

Abençoado Advento!


Texto: ir. Mery Elizabeth de Souza, fsp 

terça-feira, 27 de outubro de 2020

Experiência Missionária das Postulantes: Gisselle Beatriz, Wendy Pinzon e Cinthia Bogado

 

Gisselle Beatriz, Wendy Pinzon e Cinthia Bogado (da esquerda para a direita)

Somos Gisselle Beatriz (Paraguai), Wendy Pinzon (Colômbia) e Cinthia Bogado (Argentina), e queremos compartilhar com você nossa bonita experiência de adentrarmos um pouco na universalidade de nosso carisma. 

Há 5 meses que empreendemos esta viagem ao Brasil, considerado o “Gigante de Sudamérica”. Deixar nossas seguranças e entrarmos nesta aventura foi um grande desafio. Ao sair das nossas terras deixamos nossa cultura, casa, pessoas que amamos, mas ao entrar na capela do Postulado e olhar para nossa frase carismática, sentimos a certeza em nossos corações de que estávamos em Casa. 

Como qualquer começo sabíamos que ele chegaria acompanhado de muitos desafios, somente não contávamos que o primeiro seria no aeroporto quando, ao tentar pedir algumas informações, não entendíamos o que as pessoas falavam, nem tampouco elas nos entendiam. Com o passar dos dias, o aprendizado da língua, para nós, se converteu num dos maiores desafios. Porém, entre um tanto de aulas, as conversas cotidianas com nossas irmãs, leituras e estudos, aos poucos, conseguimos nos comunicar com maior fluidez. Uma das coisas mais bonitas foi, depois de vários dias, escutar nossas colegas de postulado também falarem algumas palavras em espanhol. Deste modo, nos fizeram compreender que não estávamos sozinhas, mas que caminhávamos juntas e aprendemos umas com as outras. 

Outra grande surpresa foi nos encontrarmos com uma pandemia que chegava à América, mais especificamente ao Brasil. Entre isolamentos, distanciamentos, divisões para as refeições, máscaras e muito álcool em gel, começamos a caminhar nesta nova experiência. 

Percebemos que o distanciamento não foi um obstáculo, mas um bem, pois ajudou a nos conhecermos melhor, a conhecer e respeitar nossas culturas e, o mais bonito, a viver a missão Paulina no mundo. O tempo de oração e estudo foi nos enriquecendo:  o aprofundamento da espiritualidade nos fez amar ainda mais nossas raízes, nossos fundadores, a história das fundações de nossas províncias, nosso carisma e a missão Paulina. 

O apostolado também chegou com um novo jeito. Neste tempo fizemos o apostolado da cozinha (onde descobrimos uma gastronomia um tanto diferente a que nós estávamos acostumadas, porém muito gostosa); o apostolado da limpeza e cuidado com as coisas comuns da casa; também, convidadas por nossas irmãs, nos vimos envolvidas no apostolado digital, no qual descobrimos que nossa missão não tem fronteiras. Neste ambiente digital nos encontramos diretamente com a dor do povo que rezava conosco e se confiavam às nossas orações independente da língua e idades, importava somente que o Mestre Divino fosse comunicado por meio das lives, canções e posts. Nesta experiência, sentimos que nosso coração foi alargado para viver e sofrer esta realidade.  

Hoje damos graças a Deus pela bonita e desafiante experiência de nos abrir o coração à universalidade. Agradecemos a Ele pelas irmãs que nos acompanham e ajudam em nossa caminhada; por esta província que nos acolhe e, sobretudo, agradecemos ao Divino Mestre por segurar-nos com sua graça e guiar nossa caminhada Paulina.

domingo, 11 de outubro de 2020

Ser missionária, experiência de Fé



Ser missionário é sair de todas as comodidades e arriscar-se numa aventura iluminada pelo Espírito Santo. Não se sabe o que está à frente, não se sabe o que virá.. Só se sente o apelo de despojar-se daquilo que se acredita possuir e, guiado pela fé, preencher-se de novos aprendizados que as pessoas e o lugar para onde se foi conduzido lhe proporcionam. 

Ser missionário é abrir-se à graça de Deus, que atua na vida do vocacionado e o leva a uma relação de maior intimidade com Deus e com ele próprio e, ao mesmo tempo, o faz vivenciar uma melhor relação com a natureza, com as pessoas.

Ser missionário é ser enviado à missão, primeiramente, por Deus e, no meu caso, por condução divina, ser enviada pela delegação a qual pertenço. Assim, abrir-me e acolhi meu itinerário, sem esquecer que, no lugar que estivesse, deveria testemunhar e anunciar Cristo Mestre, Caminho, Verdade e Vida. 

Uma frase bíblica que me faz pensar e me ajuda a viver a missionariedade é Gn 12,1.  “O Senhor diz a Abrão: ‘Sai da tua terra, do meio de teus parentes, da casa de teu pai e vai para a terra que eu vou te mostrar’. ” Acredito que esse versículo não se cumpre somente na minha vida, mas de toda pessoa que busca lutar por seus ideais ao longo da vida. Sair significa transformação, ir além das experiências conhecidas e mergulhar num mundo de novas possibilidades que levam a repensar a vida e aprofundar o seu ser.

Hoje, há quase cinco anos em terras brasileiras, digo que tenho aprendido com a riqueza das pessoas deste maravilhoso país, que, na sua diversidade de culturas, se  abre para acolher quem vem de fora. É o escutar o Sai e o Vai! Gosto da maioria das comidas que tenho experimentado, gosto do temperamento alegre do povo e, depois de um tempo, mesmo quando não foi fácil aprender a falar o português, tenho vencido barreiras que, sem o desafio do novo idioma, não teria vencido.

Meu irmão, minha irmã, se escutarem o “Sai” e, se desejarem fazer essa aventura com o Senhor, não tenham medo de abrir-se a uma experiência missionária. Em qualquer lugar que tiverem oportunidade de estar, tenham a certeza de que esse Sair vai levá-los a ser pessoas melhores, felizes e de bem com a vida.

Que o Divino Mestre nos abençoe e nos conceda a graça de ouvir o Seu chamado.

 “ Vai “ pelos Seus caminhos...

Obrigada ir. Marianny Arrieche, fsp pela experiência partilhada conosco! Um abençoado mês missionário!  

domingo, 27 de setembro de 2020

Só nos resta Contemplar!


 Nossa Ir. Sidiana fez sua Páscoa definitiva nesta manhã, domingo do Senhor.  Exatamente no mesmo dia em que completava 22 anos de sua profissão religiosa. 
Tem uma frase incômoda do filósofo Voltaire, que diz: "Os religiosos são estranhos, entram na religião sem se conhecer, vivem sem se amar e morrem sem se chorar".  Ah, meu caro, Voltaire, você estava errado! Talvez, isso se aplique a um caso ou outro, mas não é bem assim. Talvez, se assim fosse, doeria menos a partida de cada irmã, de cada irmão.
Desde que entrei na Congregação, não há uma só irmã que morra que nós não sintamos sua ausência, que não compartilhamos suas lembranças, que não choramos sua partida.
Hoje, infelizmente, foi você, minha irmã Sidiana. Deus passou no nosso jardim e colheu a flor vicejante que encontrou. Para nós, foi cedo demais, tinha tantos sonhos missionários, tantos planos, tanta coisa ainda para realizar... Mas, para Deus, tudo indica que já estava pronta. Mistérios que só nos resta contemplar, mesmo em meio a lágrimas.
Sua partida me fez pensar na dialética da vida. Ontem vivi uma alegria imensa com a profissão perpétua do meu irmão. Hoje, acordo com a triste notícia de sua morte. E o interessante é que um sentimento não apaga o outro. Continuo feliz por meu irmão, e estou muito triste por tua morte.
Sua partida me fala de como a vida é efêmera, passageira, um sopro.
Sua partida me fala da necessidade de viver e amar plenamente e a cada momento.
Sua partida, Sidiana, é sua última ação missionária nessa terra, que nos ensina que não há tempo a perder com coisas sem importância. Que devemos dizer sem medo e sem vergonha que amamos as pessoas com que vivemos, pois amanhã pode ser tarde. Que devemos viver com leveza e desapego, pois tudo o que deixamos são lembranças, e o que levamos são imagens de quem amamos.

Obrigada, irmã Sidiana, por todo o bem que você realizou ao passar entre nós. Apresenta ao Mestre nossos medos e necessidades que você tão bem conhece. E pede a Ele para cada Filha de São Paulo a graça de saber viver nossa consagração como se fosse nosso último dia.

Texto: ir. Cristiane Rodrigues de Melo, fsp



quarta-feira, 24 de junho de 2020

Eu digo sim!

Sim àquele que primeiro me amou.
Sim a vida que fecunda outras vidas.
Sim a Sua presença na Palavra e na Eucaristia.
Sim aos modelos de discipulado: Maria Santíssima e Paulo.
Sim a vocação para qual fui chamada.
Sim aos anos de formação. 
Sim a conhecer lugares pelo Brasil.
Sim para sentir o carinho da família e dos amigos mesmo estando longe.
Sim para adorar ao Senhor todos os dias.
Sim a missão de ser a voz (escrita, falada, cantada) de Deus.
Sim para partilhar a vida em comunidade fraterna.
Sim para ser pobre, casta e obediente.
Sim para viver e dar Jesus as pessoas através dos meios de comunicação.
Sim a estudiosidade que me coloca à serviço.
Sim para viver em comunhão com a Igreja.
Sim para somar sorrisos.
Sim para subtrair as lágrimas.
Sim para multiplicar as forças.
Sim para dividir as conquistas.
Sim à felicidade por fazer a vontade de Deus.
Eu digo Sim para dar toda a minha vida com o desejo de que o nome do Senhor seja glorificado e que as pessoas encontrem a paz.

Texto: Suzane dos Santos Marques (Noviça)

Vocação Eu Digo Sim!


Eu sou Marianny Arrieche Olivera, nasci em Barquisimeto – Venezuela, no dia 28 de abril de 1993. Meus pais são Cristóbal Américo Arrieche Jimenez e Maritza del Carmen Olivera de Arrieche. Tenho duas irmãs: Mariam e Mariangel. 

Ingressei na congregação em 30 de junho de 2014, dando início a formação inicial, que durou seis anos. Hoje estou aqui prestes a fazer a primeira profissão religiosa. Foi um tempo vivido de forma muito intensa que me permitiu conhecer-me, dar-me a conhecer e conhecer os outros na sua diversidade. Sair da minha terra (Venezuela) e vir morar no Brasil tem sido uma experiência missionária que gerou um divisor de águas na minha vida.
Esta profissão religiosa será realizada no clima pandêmico, onde a fé deve afiançar-se, porque só em Deus encontramos a segurança e a esperança se torna vida. Desta forma, o grande dia se aproxima, com uma mistura de sentimentos no meu interior, as palavras do Senhor ressoando no meu ser com o seu contínuo “não temas, eu estou contigo”. Nos meus pensamentos, passam as lembranças de tudo o que vivi até hoje e de como minha vida tem-se transformado ao longo dos anos. No meu coração brota a gratidão a todas as pessoas que me acompanham e acompanharam ao longo do caminho, que se tornam prece porque habitam em mim. 
Hoje, fazendo um ato de fé, renovo o meu SIM ao Senhor que me amou e chamou para esta bela missão, com a certeza ‘de que aquele que começou a boa obra há de levá-la à perfeição até o dia de Cristo Jesus’ (Cf. Fl 1,6). Carrego no meu coração todas as pessoas que gostaria que estivesse fisicamente presente neste momento, porque elas também fazem parte do meu SIM e da minha história. 

Acompanhe-nos pelos meios de comunicação, no Facebook: Irmãs Paulinas e nosso canal de Youtube: Irmãs Paulinas, e una-se a esta nossa alegria.

Texto: Marianny Arrieche Olivera (Noviça)