terça-feira, 28 de outubro de 2014

Entrevista com Ir. Renata Munari

A Missão Paulina é bela e desafiadora. Nós, Irmãs Paulinas marcamos presença nos 5 continentes. Ao encerrar este mês missionário, quem compartilha sua experiência da Missão Paulina conosco é a Ir. Maria Renata Munari, que viveu 9 anos em Macau, na China. Confira sua entrevista:
Da esquerda para direira: Ir Renata e demais irmãs da China
 
1. Ir. Renata, como  você viveu  seus anos de Missão em Macau, na China?
Fui enviada para Macau, China em 2004. Ao receber da ex-superiora geral, Ir. M. Antonieta Bruscato, o convite para ser missionária na China, em Macau senti profunda paz e muita alegria. Senti ser  isto uma graça imensa, muito especial. Estava feliz e muito serena.  Afinal era este o sonho da minha vida, desde criança.
Com alegria e confiança na promessa de Jesus: “Não tenha medo, estou contigo”, parti de Roma para Macau.
Tudo era novo para mim.  Ao embarcar no  Cathay Pacific Airways  (Empresa Aerea) rumo a Hong Kong, comecei a observar os rostos asiáticos e trazê-los para dentro do meu coração: Este é o meu povo para o qual fui enviada.
Cheguei em Hong Kong num belíssimo e abençoado amanhecer do dia 22 de Abril de 2004. 

Vivi em Macau 9 anos, dedicando-me, com muita alegria em servir às pessoas de diferentes nacionalidades e idiomas que visitam à Livraria Paulinas, nosso centro de evangelização, como também  os simpáticos chineses e macaenses que nos encontram e buscam todos os dias. Nossa livraria é pequena, mas é necessário ter sempre a presença de nossas Irmãs que falem chinês, Ingles e  português para atender e servir a diversidade de línguas e culturas que, diariamente, temos contato.
Damos também nosso contributo de acompanhamento e ajuda  na catequese em (chinês e portugues) e também na parte litúrgica como animação e preparação da Missa  em português que é televisionada, todos os domingos às 11hs.  E outras atividades  e encontros quando é possível.
  Enfim, estes 9 anos em Macau foram vividos com muito trabalho, doação e alegria. Não sem dificuldades e desafios muitas vezes, mas a promessa  do Senhor foi fiel: “Estou com você, todos os dias”. E São Paulo foi sempre o animador da missão: “Tudo faço pelo Evangelho, a fim de me tornar participante dele” ( 1Cor.9,23).

2. Comente  como era um dia na comunidade, na casa, no apostolado, na oração.
Somos uma comunidade paulina internacional. Irmãs: Coreanas, Filipinas, Indiana e Brasileira. O idioma usado para o relacionamento, oração, encontros e comunicação entre nós na comunidade, é o Inglês.
Sou uma pessoa feliz, muito feliz, que se desgasta por causa do Evangelho da Alegria.

3. Que riquezas você resgata do povo chinês. Como eles vivem a Fé?
 Os chineses que optam pelo cristianismo vivem com fidelidade e perseverança a sua Fé. São muito fervorosos e gostam de rezar, dedicam-se muito na comunidade, rezam pelo Papa, pela Igreja. Participam com alegria e concentração na liturgia, formam seus corais, ensaiam e cantam muito bonito.
Em Macau há liberdade religiosa, porém, existe na China a divisão da Igreja em duas partes: A Igreja patriótica e a Igreja do Silêncio ou Subterrânea. Não há liberdade total para celebrar o culto e expressar publicamente a Fé.  Os chineses  amam muito Nossa Senhora e a invocam sempre. Em Macau a novena e festa de Nossa Senhora de Fátima é muito querida e bem celebrada com uma grande procissão organizada sempre com muito amor a Nossa Senhora.  Há um santuário de Nossa Senhora de  Sheshan  para onde fazem muitas peregrinações. O Papa Emérito Bento XVI estabeleceu o dia 24 de Maio como o Dia de Oração pela China e, para isso compôs uma linda oração a Nossa Senhora de Sheshan.  O Papa conclui: “Mãe da China e da Ásia, rogai por nós, agora e sempre. Amém.
 
4. Você sente que esta entrega na missão, num país tão distante acrescenta algo a sua vocação de Filha de São Paulo?
Com certeza, tudo isto acrescentou muito a minha VOCAÇÃO PAULINA.
Primeiramente dou graças a Deus e aos meus superiores por me terem enviado para as  Missões, e por terem me enviado para o Oriente, num país tão distante e, a um povo numeroso. “O Senhor me disse: Vá! É para longe, é para os pagãos que eu vou  enviar você” ( Atos, 22,21).
Muitas vezes, caminhando naquele tumultuado mar de gente em Hong Kong, e, observando  o agitado e numeroso movimento em Macau, onde predominam, fortemente, os jogos, o bem estar, o comprar, comprar e comprar.. Fazia-me aquela pergunta de Alberione ao contemplar o povo: “Para onde caminha esta humanidade?”.
Outra coisa ainda que acrescentou  foi a minha situação de saúde que chegou sem pedir licença. Mas tudo é dom e graça do Senhor. Foi uma  forte experiência  passar por este tratamento do câncer no pulmão. Louvo o Senhor que foi sempre a minha força, minha paz e saúde. Ele me amou, me curou e conserva  a vida. Por tudo dou graças a Deus!
 
5. Deixe uma mensagem para as as jovens.
Missão é entregar a vida para dar vida aos outros. Ser missionária é uma questão de amor.
Que na nossa  mais do que linda e grandiosa missão  de Evangelizar com os Meios de Comunicação, A PALAVRA DE DEUS possa correr até os confins do mundo e Jesus Mestre Caminho, Verdade e Vida seja conhecido, amado e vivido no mundo inteiro. 

Jovem, escute atentamente o apelo de Jesus, ele poderá está chamando também você  para ser Missionária Paulina.

Encontro Regional de Junioristas Paulinas em Brasília-DF


Entres os dias 24 à 26 de outubro de 2014, as junioristas da região Norte e Nordeste, estiveram reunidas na Comunidade das Irmãs Paulinas de Brasília-DF para refletirem o tema: A maturidade do Amor em Paulo. Uma via a percorrer. O encontro foi assessorado por Ir. Ágda de França,fsp.
O encontro desenvolveu-se em clima de graça, luz e fortalecimento da caminhada missionária. Como diz São Paulo: “Tudo concorre para o bem dos que amam a Deus”. Essa certeza conduziu o encontro com fortes  momentos de partilha, oração, escuta e convivência fraterna entre as irmãs.
Sentimos a mão de Deus agir na caminhada de cada uma de nós. E uma certeza é o Amor de Deus que impulsiona a nossa missão.
 

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Mensagem de Amizade...


sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Testemunho Vocacional de Ir. Majorina Zanata

Neste Mês Missionário, confira o testemunho vocacional de Ir. Majorina Zanata, missionária brasileira das Irmãs Paulinas, que vive nos Estados Unidos há 49 anos.
 
 

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

CNBB publica texto base da Campanha da Fraternidade 2015


Com o tema “Fraternidade: Igreja e Sociedade” e lema “Eu vim para servir” (cf. Mc 10, 45), a  Campanha da Fraternidade (CF) 2015 buscará recordar a vocação e missão de todo o cristão e das comunidades de fé, a partir do diálogo e colaboração entre Igreja e Sociedade, propostos pelo Concílio Ecumênico Vaticano II.
O texto base utilizado para auxiliar nas atividades da CF 2015 já está disponível nas Edições CNBB. O documento reflete a dimensão da vida em sociedade que se baseia na convivência coletiva, com leis e normas de condutas, organizada por critérios e, principalmente, com entidades que “cuidam do bem-estar daqueles que convivem”.
Na apresentação do texto, o bispo auxiliar de Brasília (DF) e secretário geral da CNBB, dom Leonardo Ulrich Steiner, explica que a Campanha da Fraternidade 2015 convida a refletir, meditar e rezar a relação entre Igreja e sociedade.
“Será uma oportunidade de retomarmos os ensinamentos do Concílio Vaticano II. Ensinamentos que nos levam a ser uma Igreja atuante, participativa, consoladora, misericordiosa, samaritana. Sabemos que todas as pessoas que formam a sociedade são filhos e filhas de Deus. Por isso, os cristãos trabalham para que as estruturas, as normas, a organização da sociedade estejam a serviço de todos”, comenta dom Leonardo.
Proposta do subsídio
O texto base está organizado em quatro partes. No primeiro capítulo são apresentadas reflexões sobre “Histórico das relações Igreja e Sociedade no Brasil”, “A sociedade brasileira atual e seus desafios”, “O serviço da Igreja à sociedade brasileira” e “Igreja – Sociedade: convergência e divergências”.
Na segunda parte é aprofundada a relação Igreja e Sociedade à luz da palavra de Deus,  à luz do magistério da Igreja e à luz da doutrina social.
Já o terceiro capítulo debate uma visão social a partir do serviço, diálogo e cooperação entre Igreja e sociedade, além de refletir sobre “Dignidade humana, bem comum e justiça social” e “O serviço da Igreja à sociedade”. Nesta parte, o texto aponta  sugestões pastorais para a vivência da Campanha da Fraternidade nas dioceses, paróquias e comunidades.
O último capítulo do texto base apresenta os resultados da CF 2014, os projetos atendidos por região, prestação de contas do Fundo Nacional de Solidariedade de 2013 (FNS) e as contribuições enviadas pelas dioceses, além de histórico das últimas Campanhas e temas discutidos nos anos anteriores.
FONTE: CNBB

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Conheça a vida do Bem Aventurado Pe. Timóteo Giaccardo



Encontro da Juventude Paulina

No dia 19 de Outubro de 2014, aconteceu o encontro da Juventude Paulina na Cidade Regina, localizada na Rod. Raposo Tavares em São Paulo-SP . 
Os jovens formandos da Família Paulina, assessorados pelo Padre Lúcio, ssp refletiram sobre o tema: Os momentos de LUZ na vida do Bem-aventurado Tiago Alberione.
 

 Momento de deserto  - Reflexão sobre o caminho vocacional

Dinâmicas sobre o nosso carisma

Adoração Eucarística



BEM-AVENTURADO TIMÓTEO GIACCARDO

Celebramos hoje, com toda a Igreja, a memória do Bem-aventurado Timóteo Giaccardo. Ele foi o primeiro sacerdote Paulino. Sua vida é exemplo atual de como se pode conciliar uma profunda vida espiritual com intensa atividade apostólica. É um modelo de santidade para nós!
Acompanhe um pouco de sua história.



Nasceu em Narzole, Itália, a 13 de junho de 1896. Foi batizado na tarde do mesmo dia e recebeu o nome de José. Logo após, foi consagrado a Maria Santíssima e revestido com o escapulário de Nossa Senhora do Carmo.
Enquanto criança, participava assiduamente da Igreja com a família e, destacava-se por sua piedade, inocência e seriedade. Chegava sempre cedo na Igreja, todos os dias, para ajudar na missa e comungar.
Ingressou no seminário de Alba, onde afloravam suas virtudes de piedade, estudo, delicadeza de consciência (fugindo das mínimas ocasiões de falta e pecado) e disciplina. Aos olhos de seus superiores ficava claro que o Espírito Santo trabalhava livremente em sua alma.

Depois de passar por um período de discernimento, deixou o seminário de Alba e ingressou na Pia Sociedade São Paulo (Padres e Irmãos Paulinos), a 4 de julho de 1917. Como Paulino recebeu o nome de Timóteo Giaccardo. Assumiu a responsabilidade de ser mestre dos primeiros jovens. Era estimado, seguido, escutado e venerado por todos.
Giaccardo sempre fora entusiasta do apostolado dos meios de comunicação social, ao qual se dedicou com afinco. Foi o fundador da segunda casa dos Paulinos, em Roma, e braço direito do fundador. Padre Tiago Alberione afirmou certa vez que Timóteo era o “coração e a alma” da Família Paulina.
Como jornalista, colaborou em várias publicações e dirigiu quatro periódicos. Era chamado, e era verdadeiramente, Senhor mestre. Representava e imitava em tudo ao Senhor: no altar, no confessionário, no púlpito, nas aulas, no recreio, nos relacionamentos, no apostolado e em sua vida pessoal.
Ofereceu sua vida pela aprovação da congregação das Irmãs Discípulas do Divino Mestre. Quando estava próximo de morrer dizia: "É necessário viver na caridade! É a forma de saborear a doçura, a alegria e o fruto da vida religiosa".
O Senhor o chamou à vida eterna a 24 de janeiro de 1948, véspera da Festa da Conversão de São Paulo. A memória do Bem-aventurado Timóteo Giaccardo ocorreu no dia 22 de outubro, aniversário de sua beatificação pelo Papa João Paulo II, em 1989.



"Que o Espírito Santo nos invada e nos guie para Deus e para a vida eterna. Sejamos cidadãos do céu, sejamos homens de eternidade. Que através de nossas palavras e de nossas obras se propague eficazmente e sempre em todos e em todo lugar, o mistério da vida eterna."

Bem-aventurado Timóteo Giaccardo



Bem-aventurado Timóteo Giaccardo
interceda por nós e por toda a Família
Paulina!

terça-feira, 21 de outubro de 2014

Semana Missionária em Itaquaquecetuba-SP

Ir. Sebastiana com lideranças da Paróquia
Dos dias 12 a 19 de outubro de 2014 as Irmãs Sebastiana Schissel e Adilse Xavier juntamente com as Postulantes Paulinas estiveram realizando uma Semana Missionária na Paróquia dos Santos Apóstolos na cidade de Itaquaquecetuba-SP.
Imagem da Rainha dos Apóstolos
O objetivo desta missão foi por ocasião da doação que as Irmãs Paulinas fizeram da imagem de Nossa Senhora Rainha dos Apóstolos para a igreja dos Santos Apóstolos. Durante a semana missionária foram realizados encontros de formação com as pastorais, lideranças da paróquia, visitas a escolas, a casas, etc.
A Semana Missionária teve abertura na missa  à noite , no dia 12 de outubro com a entronização da imagem da Rainha dos Apóstolos na igreja, nesta celebração estava presentes várias Irmãs Paulinas, inclusive a Provincial Ir. Maria Antonieta  Bruscato, que na oportunidade, dirigiu algumas palavras àquela comunidade.

No final da semana (sábado e domingo) as Irmãs Fabíola Medeiros, Maria José  Aguiar e Renata Munari integraram a Equipe Missionária. No sábado fizeram encontro com os jovens crismandos e no domingo visitaram todas as comunidades da  Paróquia dos Santos Apóstolos.
Agradecemos imensamente a todos os paroquianos que participaram ativamente desta missão e aos padres Giovanni Cosimati e João Paulo da Silva que nos acolheram com tanto carinho. Que as sementes lançadas no coração de tantas pessoas durante essa semana possam germinar e se transformar em frutos na vida destas Comunidades.
 
Confira mais fotos:
 
Romina (postulante) contando histórias às crianças
 
Irmãs e postulantes com crianças
 
Ir. Adilse Xavier assessorando encontro
 
Entrada da Palavra
 
Magnificat
 
Exposição de produtos Paulinas
 
Ir. Maria José com jovens
 
Ir. Renata Munari com jovens
 
 

Ir. Maria José fazendo dinâmica na Igreja dos Santos Apóstolos
 
Ir. Fabíola em missa de encerramento da Semana Missionária com o Pe. Giovanni
 

Tudo é obra de Deus!

A data de hoje, para as Irmãs Paulinas do Brasil, é de muita gratidão ao Senhor, porque marca o início da nossa história no Brasil, que nasceu na pobreza, como Jesus em Belém, e da fé inabálavel de uma grande mulher: Ir. Dolores Baldi.


Fonte: Google
Numa manhã, do dia 21 de outubro de 1931, atracava no porto de Santos - SP, o navio "Conte Rosso", trazendo a primeira irmã Paulina às terras brasileiras. Era a jovem Ir. Dolores Baldi!
 



"Jovem, 21 anos, camponesa marcada pela simplicidade, tendo apenas uma cultura de nível médio, mas de espírito arguto, inteligência prática, ardor missionário envolvente, olhar profundo e voltado para o horizonte...", assim a descreve Ir. Aparecida Matilde Alves, fsp.

 
E foi assim que começou a congregação das Irmãs Paulinas no Brasil no longínquo 21 de outubro de 1931. Nos anos que seguiram, até 1966, Ir. Dolores esteve à frente da vida e das atividades da Provínvia paulina, ajudando a florescer e dar muitos frutos. Ela nos disse:

"A congregação das Irmãs Paulinas, no Brasil, se iniciou na pobreza total de pessoas e de bens materiais, mas com a fé e ilimitada confiança na graça da vocação de nossos amados Fundadores: Pe. Tiago Alberione e Ir. Tecla Merlo. Eles nos entregaram o que tinham de mais precioso: o Evangelho, o crucifixo e o terço. Os fundamentos colocados por eles eram sólidos. Minha tarefa era construir, o que foi feito com simplicidade e devagar, com erros e muitas falhas humanas, mas sem desanimar, por obediência e com amor.
Olhando para trás, parece-me ver realizada a parábola do grão de Mostarda, representada por mim e pelas três primeiras Irmãs, que não necessitávamos fazer esforços para reconhecermo-nos pobres e insuficientes em tudo... A semente lançada entre o povo de Deus no Brasil brotou e cresceu, pela força íntima que vem de Deus e que é o próprio Deus."


Agradecemos ao Senhor o dom da vida de Ir. Dolores, primeira religiosa Paulina missionária no Brasil.
Uma mulher de Deus, mulher missionária, mulher que amou, e continua a amar, agora do céu, a missão Paulina, as suas irmãs de congregação e o povo de Deus! 

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Irmãs Paulinas no Brasil




Confira o vídeo em que a Ir. Eide de Bortoli conta um pouco da história da Fundação da Casa das Irmãs Paulinas na Cidade Regina (localizada na Rodovia Raposo Tavares) e sua missão na Congregação. 

Sinal Fechado


- Olá! Como vai?
- Eu vou indo. E você, tudo bem?
- Tudo bem! Eu vou indo, correndo
   pegar meu lugar no futuro... e você?
- Tudo bem! Eu vou indo, em busca
 de um sono tranqüilo...
 Quem sabe?
- Quanto tempo!
- Pois é, quanto tempo!
- Me perdoe a pressa - é a alma dos nossos negócios!
- Qual, não tem de quê! Eu também só ando a cem!
- Quando é que você telefona? Precisamos nos ver por aí!
- Pra semana, prometo, talvez nos vejamos...Quem sabe?
- Quanto tempo!
- Pois é...quanto tempo!
- Tanta coisa que eu tinha a dizer, mas eu sumi na poeira
   das ruas...
- Eu também tenho algo a dizer, mas me foge à lembrança!
- Por favor, telefone - Eu preciso beber alguma coisa,
  rapidamente...
- Pra semana...
- O sinal...
- Eu procuro você...
- Vai abrir, vai abrir...
- Eu prometo, não esqueço, não esqueço...
- Por favor, não esqueça, não esqueça...
- Adeus!
- Adeus!
- Adeus!

A música "sinal fechado" de Chico Buarque e Paulinho da Viola nos coloca diante de um drama da contemporaneidade. O drama da falta de tempo.  Nossas relações estão marcadas pela pressa e pelo imediato. Quase já não é mais possível para e esperar. A existência inteira faz-se maquinal e rotineira. Já não encontramos mais tempo para saborear as atividades mais simples e humanas. Vivemos uma quantidade de experiências rápidas, amontoadas, sem possibilidade de avaliação... e vamos perdendo, pouco a pouco, o sentido da história pessoal e comunitária. Todo esse contexto nos é imposto por uma cultura de resultados. Uma cultura que  produz pessoas ansiosas, frustradas, sem direção, vazias...
Os meios de comunicação são o grande instrumento propagador dessa cultura. Impõe-nos, com suas programações nada inocentes, a busca pelo sucesso custe o que custar, doa a quem doer. Propaga a ideologia da vaidade que responde por essa ânsia de tudo ganhar, de comparar-se com os outros num ritmo frenético e assim a vida vai se tornando uma sucessão de fatos e acontecimentos ocos, superficiais, rotineiros, sem sentido, carregados de desencanto.
Este contexto, no qual vivemos e do qual também somos vítimas, se torna um desafio ainda maior quando pensamos na educação da juventude.  Adolescentes e jovens são as maiores vítimas dessa situação. Em processo de formação tornam-se o principal alvo dessa cultura, vivendo num mundo vazio, superficial e sem perspectivas. Mas se são as maiores vítimas também são eles que carregam a possibilidade de transformação dessa mesma realidade. A pergunta que nos cabe diante dessa realidade que nos toca viver é: como ajudar os jovens   a deixarem esse estado de letargia e recuperar seus sonhos e utopias? Como fazer valer sua potencialidade transformadora?
 
Antes de tudo, é preciso procurar o tempo de parar. Tempo de purificar os ouvidos, de desintoxicar-se dos ruídos. É preciso dar tempo para que todo esse emaranhado de informações, imagens e sons sejam digeridos criticamente. É preciso dar tempo para recuperar os sentidos e desenvolver um olhar atento capaz de ver para além das aparências. É preciso enfim criar um tempo necessário para desenvolver ou resgatar nossa interioridade.
O ser humano não é apenas extroversão, comunicação e relação. Ele é também silêncio, interioridade, mistério e solidão. É no interior de si mesmo que encontra os elementos necessários para enfrentar o mundo. Claro está que está que voltar-se para o seu interior não significa isolamento e alienação, mas uma necessidade vital sem a qual corre-se o risco de sermos o que nos é imposto por esse mundo globalizado. Mergulhar no nosso interior significa escutar nosso coração, nossa consciência, para melhor nos conhecer e dirigir nossa vida. Escutar as pessoas, para enriquecer-nos com sua diversidade e amá-las melhor.
Essa atenção ao nosso interior ajudará a recuperar o sentido do cotidiano, das coisas simples, da amizade, do lúdico. Todas essas potencialidades estão latentes nos jovens. O Dicionário Michaelis define latente como “atividade ou caráter que, em certo momento, não se manifesta, mas que é capaz de se revelar ou desenvolver quando as circunstâncias sejam favoráveis.” Esse é o desafio: criar condições favoráveis para que os jovens desenvolvam e revelem toda sua potencialidade. Permitir que eles possam viver do jeito deles, como protagonistas as dimensões  da festa, do humor, da gratuidade, da beleza, da bondade, do silêncio, da música, da arte, da poesia, da amizade, do entusiasmo, da ternura, da partilha, da admiração. Elementos que precisam urgentemente ser resgatados em nossa sociedade criando um ritmo de vida diferente com pausas e espaços que nos permitam, especialmente os jovens, recuperar o sentido de nossa existência.

José Henrique Sasek in http://conexaojuvenil.blogspot.com.br/

domingo, 19 de outubro de 2014

Testemunho Vocacional

       
Neste mês missionário, vivendo a alegria da nossa própria vocação, queremos compartilhar com vocês nossa experiência de seguimento a Jesus Mestre, Caminho, Verdade e Vida.

sábado, 18 de outubro de 2014

Mensagem do papa Francisco para o Dia Mundial das Missões

FONTE: Internet
Por ocasião do Dia Mundial das Missões a ser celebrado em 19 de outubro, de 2014 o papa Francisco enviou mensagem aos organismos, pastorais, movimentos e demais serviços engajados na dimensão missionária da Igreja. No texto, o papa recorda a criação da data, em 1926, proposta por Pio XI que desejou proclamar um dia anual em favor da atividade missionária da Igreja universal. A celebração ocorre sempre no penúltimo domingo de outubro de cada ano, tradicionalmente reconhecido como o mês missionário.
 “Queridos irmãos e irmãs, neste Dia Mundial das Missões, dirijo o meu pensamento a todas as Igrejas locais: Não nos deixemos roubar a alegria da evangelização! Convido-vos a mergulhar na alegria do Evangelho e a alimentar um amor capaz de iluminar a vossa vocação e missão”, disse o papa Francisco na mensagem.
 
CNBB
 
Leia o texto na íntegra:
Queridos irmãos e irmãs! Ainda hoje há tanta gente que não conhece Jesus Cristo. Por isso, continua a revestir-se de grande urgência a missão ad gentes, na qual são chamados a participar todos os membros da Igreja, pois esta é, por sua natureza, missionária: a Igreja nasceu «em saída». O Dia Mundial das Missões é um momento privilegiado para os fiéis dos vários Continentes se empenharem, com a oração e gestos concretos de solidariedade, no apoio às Igrejas jovens dos territórios de missão. Trata-se de uma ocorrência permeada de graça e alegria: de graça, porque o Espírito Santo, enviado pelo Pai, dá sabedoria e fortaleza a quantos são dóceis à sua ação; de alegria, porque Jesus Cristo, Filho do Pai, enviado a evangelizar o mundo, sustenta e acompanha a nossa obra missionária. E, justamente sobre a alegria de Jesus e dos discípulos missionários, quero propor um ícone bíblico que encontramos no Evangelho de Lucas (cf. 10, 21-23).

 1. Narra o evangelista que o Senhor enviou, dois a dois, os setenta e dois discípulos a anunciar, nas cidades e aldeias, que o Reino de Deus estava próximo, preparando assim as pessoas para o encontro com Jesus. Cumprida esta missão de anúncio, os discípulos regressaram cheios de alegria: a alegria é um traço dominante desta primeira e inesquecível experiência missionária. O Mestre divino disse-lhes: «Não vos alegreis, porque os espíritos vos obedecem; alegrai-vos, antes, por estarem os vossos nomes escritos no Céu. Nesse mesmo instante, Jesus estremeceu de alegria sob a ação do Espírito Santo e disse: “Bendigo-te, ó Pai (…)”. Voltando-se, depois, para os discípulos, disse-lhes em particular: “Felizes os olhos que vêem o que estais a ver”» (Lc 10, 20-21.23).

 As cenas apresentadas por Lucas são três: primeiro, Jesus falou aos discípulos, depois dirigiu-se ao Pai, para voltar de novo a falar com eles. Jesus quer tornar os discípulos participantes da sua alegria, que era diferente e superior àquela que tinham acabado de experimentar.
 2. Os discípulos estavam cheios de alegria, entusiasmados com o poder de libertar as pessoas dos demónios. Jesus, porém, recomendou-lhes que não se alegrassem tanto pelo poder recebido, como sobretudo pelo amor alcançado, ou seja, «por estarem os vossos nomes escritos no Céu» (Lc 10, 20). Com efeito, fora-lhes concedida a experiência do amor de Deus e também a possibilidade de o partilhar. E esta experiência dos discípulos é motivo de jubilosa gratidão para o coração de Jesus. Lucas viu este júbilo numa perspectiva de comunhão trinitária: «Jesus estremeceu de alegria sob a ação do Espírito Santo», dirigindo-Se ao Pai e bendizendo-O. Este momento de íntimo júbilo brota do amor profundo que Jesus sente como Filho por seu Pai, Senhor do Céu e da Terra, que escondeu estas coisas aos sábios e aos inteligentes e as revelou aos pequeninos (cf. Lc 10, 21).
Deus escondeu e revelou, mas, nesta oração de louvor, é sobretudo a revelação que se põe em realce. Que foi que Deus revelou e escondeu? Os mistérios do seu Reino, a consolidação da soberania divina de Jesus e a vitória sobre satanás. Deus escondeu tudo isto àqueles que se sentem demasiado cheios de si e pretendem saber já tudo. De certo modo, estão cegos pela própria presunção e não deixam espaço a Deus. Pode-se facilmente pensar em alguns contemporâneos de Jesus que Ele várias vezes advertiu, mas trata-se de um perigo que perdura sempre e tem a ver conosco também. Ao passo que os «pequeninos» são os humildes, os simples, os pobres, os marginalizados, os que não têm voz, os cansados e oprimidos, que Jesus declarou «felizes». Pode-se facilmente pensar em Maria, em José, nos pescadores da Galileia e nos discípulos chamados ao longo da estrada durante a sua pregação.

 3. «Sim, Pai, porque assim foi do teu agrado» (Lc 10, 21). Esta frase de Jesus deve ser entendida como referida à sua exultação interior, querendo «o teu agrado» significar o plano salvífico e benevolente do Pai para com os homens. No contexto desta bondade divina, Jesus exultou, porque o Pai decidiu amar os homens com o mesmo amor que tem pelo Filho. Além disso, Lucas faz-nos pensar numa exultação idêntica: a de Maria. «A minha alma glorifica o Senhor e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador» (Lc 1, 46-47). Estamos perante a boa Notícia que conduz à salvação. Levando no seu ventre Jesus, o Evangelizador por excelência, Maria encontrou Isabel e exultou de alegria no Espírito Santo, cantando o Magnificat. Jesus, ao ver o bom êxito da missão dos seus discípulos e, consequentemente, a sua alegria, exultou no Espírito Santo e dirigiu-Se a seu Pai em oração. Em ambos os casos, trata-se de uma alegria pela salvação em ato, porque o amor com que o Pai ama o Filho chega até nós e, por obra do Espírito Santo, envolve-nos e faz-nos entrar na vida trinitária.
O Pai é a fonte da alegria. O Filho é a sua manifestação, e o Espírito Santo o animador. Imediatamente depois de ter louvado o Pai – como diz o evangelista Mateus – Jesus convida-nos: «Vinde a Mim, todos os que estais cansados e oprimidos, que Eu hei-de aliviar-vos. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de Mim, porque sou manso e humilde de coração e encontrareis descanso para o vosso espírito. Pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve» (Mt 11, 28-30). «A alegria do Evangelho enche o coração e a vida inteira daqueles que se encontram com Jesus. Quantos se deixam salvar por Ele são libertados do pecado, da tristeza, do vazio interior, do isolamento. Com Jesus Cristo, renasce sem cessar a alegria» (Exort. ap. Evangelii gaudium, 1). De tal encontro com Jesus, a Virgem Maria teve uma experiência totalmente singular e tornou-se «causa nostrae laetitiae». Os discípulos, por sua vez, receberam a chamada para estar com Jesus e ser enviados por Ele a evangelizar (cf. Mc 3, 14), e, feito isso, sentem-se repletos de alegria. Porque não entramos também nós nesta torrente de alegria?

 4. «O grande risco do mundo atual, com a sua múltipla e avassaladora oferta de consumo, é uma tristeza individualista que brota do coração comodista e mesquinho, da busca desordenada de prazeres superficiais, da consciência isolada» (Exort. ap. Evangelii Gaudium, 2). Por isso, a humanidade tem grande necessidade de dessedentar-se na salvação trazida por Cristo. Os discípulos são aqueles que se deixam conquistar mais e mais pelo amor de Jesus e marcar pelo fogo da paixão pelo Reino de Deus, para serem portadores da alegria do Evangelho. Todos os discípulos do Senhor são chamados a alimentar a alegria da evangelização. Os bispos, como primeiros responsáveis do anúncio, têm o dever de incentivar a unidade da Igreja local à volta do compromisso missionário, tendo em conta que a alegria de comunicar Jesus Cristo se exprime tanto na preocupação de O anunciar nos lugares mais remotos como na saída constante para as periferias de seu próprio território, onde há mais gente pobre à espera.

 Em muitas regiões, escasseiam as vocações ao sacerdócio e à vida consagrada. Com frequência, isso fica-se a dever à falta de um fervor apostólico contagioso nas comunidades, o que faz com as mesmas sejam pobres de entusiasmo e não suscitem fascínio. A alegria do Evangelho brota do encontro com Cristo e da partilha com os pobres. Por isso, encorajo as comunidades paroquiais, as associações e os grupos a viverem uma intensa vida fraterna, fundada no amor a Jesus e atenta às necessidades dos mais carecidos. Onde há alegria, fervor, ânsia de levar Cristo aos outros, surgem vocações genuínas, nomeadamente as vocações laicais à missão. Na realidade, aumentou a consciência da identidade e missão dos fiéis leigos na Igreja, bem como a noção de que eles são chamados a assumir um papel cada vez mais relevante na difusão do Evangelho. Por isso, é importante uma adequada formação deles, tendo em vista uma ação apostólica eficaz.

 5. «Deus ama quem dá com alegria» (2 Cor 9, 7). O Dia Mundial das Missões é também um momento propício para reavivar o desejo e o dever moral de participar jubilosamente na missão ad gentes. A contribuição monetária pessoal é sinal de uma oblação de si mesmo, primeiramente ao Senhor e depois aos irmãos, para que a própria oferta material se torne instrumento de evangelização de uma humanidade edificada no amor. Queridos irmãos e irmãs, neste Dia Mundial das Missões, dirijo o meu pensamento a todas as Igrejas locais: Não nos deixemos roubar a alegria da evangelização! Convido-vos a mergulhar na alegria do Evangelho e a alimentar um amor capaz de iluminar a vossa vocação e missão. Exorto-vos a recordar, numa espécie de peregrinação interior, aquele «primeiro amor» com que o Senhor Jesus Cristo incendiou o coração de cada um; recordá-lo, não por um sentimento de nostalgia, mas para perseverar na alegria. O discípulo do Senhor persevera na alegria, quando está com Ele, quando faz a sua vontade, quando partilha a fé, a esperança e a caridade evangélica.
 A Maria, modelo de uma evangelização humilde e jubilosa, elevemos a nossa oração, para que a Igreja se torne uma casa para muitos, uma mãe para todos os povos e possibilite o nascimento de um mundo novo.

FONTE: Site da CNBB