terça-feira, 4 de março de 2014

Tempo de ser abrigo

Morar, residir, viver, habitar ou... "se ajeitar". Seja lá o que for, ninguém consegue viver sem um teto. Concreto, telhas, sapé, zinco ou papelão, numa bonita casa, debaixo do viaduto, da ponte ou da marquise, num rico apartamento, no cortiço ou na favela.

A casa define o homem.
O homem-rato do bueiro,
O homem-das-cavernas do viaduto,
O homem-ilustre dos palacetes.
De qualquer forma se apresente, a casa é " o espaço da vida", o abrigo dos sonhos e esperanças.

Quem não tem onde morar não tem "espaço para a vida", não tem sonhos,
tem pesadelos, falta-lhe abrigo para aninhar as esperanças.
O mais terrível, porém, é ter casa e não ter espaço, não ter sonhos, nem esperanças.

O pior é ter as portas fechadas.
O pior é ter onde morar, mas se cercar de alarmes, de grades e cadeados, guardas e muros altos. Agora, é tempo!
Tempo de ser abrigo, tempo de abrir janelas, portas e portões para a fraternidade.

É tempo de fazer circular de dentro para
fora de nossas casas e coração
a brisa da solidariedade.

É tempo de ser abrigo de Alguém.
É tempo de se fazer abrigo de Alguém.
Vamos viver este tempo de graça.

(Patrícia Silva)

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