sábado, 28 de maio de 2011

50 anos consagrados ao Anúncio do Evangelho!

“O Senhor é a minha luz e a minha salvação:
de quem terei medo?
O Senhor é a fortaleza de minha vida:
frente a quem tremerei? (Sl 27, 1)

Ir. Ana Stein é natural de uma cidade do Espírito Santo, chamada Afonso Cláudio. Ela vive e exerce o apostolado Paulino na comunidade da Cidade Regina, em São Paulo – SP. Onde assiste e acompanha as irmãs que estão doentes ou em tratamento de saúde. Ela partilha conosco um pouco de sua caminhada vocacional neste momento em que vive a alegria pela celebração desses anos de fidelidade do Senhor em sua vida!
Ir. Ana, conte-nos um pouco como sentiu o chamado do Senhor para ser religiosa?

Desde criança, eu sempre achava muito bonito ver as freiras, que passavam por minha cidade, com aquele hábito e o véu comprido na cabeça, pensava comigo: “Nossa, parece que elas rezam tão bem!” e sentia vontade de viver uma vida dessas. Mas, na verdade, eu nem sabia direito o que significava ser freira. Porém, a minha vocação nasceu mesmo da leitura do Evangelho. Certa vez uma senhora da minha comunidade, que todos os dias eu passava pela casa dela e a cumprimentava, me ofereceu um livro para ler e, este livro era o Evangelho. Eu era adolescente e gostava muito de ler, então, li o livro e achei tão lindas as histórias do Evangelho que me encantei. Depois, devolvi o livro da mulher e isso passou. Outro episódio que marca meu chamado e me dá a certeza que Nossa Senhora tem uma influência muito grande na minha vocação, foi quando fui a uma missa da Imaculada Conceição. Eu tinha uns 14 anos e achei tão bonito ver a igreja toda enfeitada de branco, assim como o padre e os coroinhas, e isso me envolveu de tal maneira que ao voltar para casa, após almoçar, voltei à igreja sozinha para rezar. Na minha cidade havia uma réplica da gruta de Lourdes, que o padre mandou fazer e, todos os meses, no dia 11, acontecia uma procissão em volta da praça até a gruta. Em uma dessas procissões, estavam lá as Irmãs Paulinas, que visitavam a cidade. Então elas perguntaram à senhora que as tinha hospedado se conhecia alguma moça que desejava ser irmã. Essa senhora, que era coordenadora da Legião de Maria, grupo do qual eu participava, indicou a mim. Eu conversei com as irmãs e decidi vir com elas. Dentro de uma semana, deixei tudo e vim com elas e aqui estou até hoje.

Ao olhar sua caminhada nesses cinqüenta anos, consagrada ao Senhor para anunciar o Evangelho, sente-se feliz e realizada por ter respondido seu “Sim” a vocação?


Sinto-me feliz e realizada! Sinto que foi a escolha certa que fiz e nunca me arrependi. Em todas as etapas me senti bem, caminhei nunca me arrependi. Se tivesse que retornar, eu recomeçaria tudo outra vez.

No caminho, certamente, além das alegrias e flores, deparou-se também com sofrimentos e cruzes. Qual foi a força que encontrou para permanecer fiel?

Acho que toda força eu encontrei sempre na oração e refletindo sobre aqueles motivos que me trouxeram aqui. Uma vez me questionava: “será que era isso mesmo?”. Então, ouvi uma voz dentro de mim que me dizia: “por acaso você sabe quanto tempo ainda vai viver? Você escolheria outro caminho, mas, para caminhar pra onde?”. Depois disso não tive mais dúvidas, prossegui meu caminho. Assim fui caminhando, sem retroceder.

Diga uma palavra aos jovens, que hoje, sentem Deus a chamar-lhes para segui-lo mais de perto.

Digo que vale a pena! Por que você percebe que está gastando a sua vida por uma causa justa, que te leva e conduz sempre para o bom caminho. Encontramos sacrifícios, desmotivações também mas, percebemos que o caminho escolhido é aquele que Deus nos deu. Se você se sente chamada, não tenha medo, venha, é Deus que chama e é Ele quem ajuda e conduz.

Um trecho do Evangelho que marca seu caminho vocacional.


“Dou-vos um mandamento novo: que vos ameis uns aos outros. Como eu vos amei, amai-vos também uns aos outros. Como eu vos amei, amai-vos também uns aos outros.” (Jo 13, 34)

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