segunda-feira, 5 de abril de 2010

"Ai de mim se eu não evangelizar"

2º CAPÍTULO
DA
ENTREVISTA COM IR. BERNADETE
(Ir. Bernadete, segunda da esquerda para a direita, junto a um dos grupos que acompanhou no tempo que foi mestra das noviças)


3. Conte uma experiência significativa com São Paulo no período de formação e agora.


Minha vocação tem tudo a ver com São Paulo. Meu “Damasco” foi no dia 25 de janeiro, quando entrei na nossa Congregação, em Porto Alegre. Do meu sim ao ingresso tive apenas um mês para partir e exatamente na festa de São Paulo. Com o tempo, porém, comecei a colocar em dúvida a vocação e até pedi para deixar a congregação por sentir-me necessária na família. Aí entrou novamente São Paulo e de forma muito forte.
Estava fazendo uma hora de Adoração com as aspirantes e de repente ouvi a pragmática exclamação de São Paulo Apóstolo: “Ai de mim se eu não evangelizar”. Foi a gota d’água para minha decisão pela vida paulina. Esta Palavra me levou longe e, hoje, 50 anos depois, celebro a alegria de o Senhor ter iluminado o meu caminho em tempo.

4. Para você, o que significa ser Filha de São Paulo?

Ser paulina significa realizar o projeto que Deus tem sobre mim, ou seja, seguir Jesus nos passos de Paulo, sob a proteção de Maria. Meu caminho vocacional, como falei acima, foi marcado por essa experiência desde o início. Agora é questão de coerência continuar na mesma dinâmica, sendo fiel ao carisma paulino em todas as suas expressões.
Seria melhor dizer que vou re-significando a minha vida dia após dia, na relação com Deus, na relação com as irmãs e com as pessoas a quem sou enviada.
Vocês jovens, por exemplo, vão me ajudando a dar significado à vida de doação e de oração. Por isso, hoje sou diferente de quando iniciei a caminhada vocacional e amanhã serei diferente de hoje.

Não perca amanhã, a continuação da entrevista...



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