quinta-feira, 2 de junho de 2011

50 anos consagrados a serviço do Evangelho com a Comunicação!

Vamos conhecer, hoje, um pouco da história de mais uma de nossas irmãs que celebram 50 anos de Vida Religiosa Paulina. É a Ir. Neli Manfio. Ela é natural de Frederico Westphalen – RS e, atualmente mora em Manaus - AM. Acompanhe o que ela nos conta:


1. Ir. Neli, conte-nos um pouco como sentiu o chamado do Senhor para ser religiosa?
Acho que a vocação religiosa, desde cedo, esteve um pouco inata em mim, por que faço parte de uma família que tem muitos religiosos. Minha mãe teve quatro irmãos que foram padres e também várias primas e sobrinhas foram religiosas. Quando cresci um pouco já queria ser irmã, mas não tinha definido uma congregação, conhecia algumas que haviam na minha cidade. Mas, um dia, a Ir. Filipina, Paulina, e uma aspirante foram na minha cidade fazer a missão junto às famílias. Minha mãe havia participado da primeira missa do domingo e, o monsenhor que era o pároco, tinha uma especial atenção pelos meios de comunicação. Então ele, durante o sermão apresentou as irmãs e pediu que às famílias que as acolhessem bem, comprassem os bons livros que elas traziam, fizessem a assinatura da Família Cristã e, se tivesse alguma jovem que queria ser irmã, ele recomendava que fosse dessa congregação. Minha mãe, quando chegou em casa, contou o que o padre havia dito para nós, então eu e minha irmã fomos na segunda missa daquele dia encontrar as irmãs e as convidamos para irem em nossa casa, sem dizer do nosso interesse. Temíamos que ela não fosse por que havia muito barro no caminho por causa chuva, mas, depois de caminharmos um pouco quando falamos do nosso desejo de sermos irmãs, a Ir. Filipina nos disse: “por uma vocação eu caminho até 20 km no barro, embaixo de chuva”. Depois dessa primeira visita, ela voltou no próximo domingo e almoçou com minha família e, a partir daí, eu e minha irmã nos definimos pelas Irmãs Paulinas. Minha irmã entrou logo e eu, entrei quando minha irmã veio para as primeiras férias, eu nem tinha completado 14 anos ainda. Resumindo a história de minha vocação, é isto.

2. Ao olhar sua caminhada nesses cinqüenta anos, consagrada ao Senhor para anunciar o Evangelho, sente-se feliz e realizada por ter respondido seu “Sim” a vocação?
Diante dessa pergunta, eu respondo como a Ir. Tecla Merlo: “Se mil vidas eu tivesse, eu as daria todas pelo Evangelho!”, para anunciar a Palavra de Deus. Se isso for sinônimo de felicidade, posso dizer que sou feliz. Por que, pra mim, esses 50 anos passaram muito rápido. Eu me sinto alegre e contente em realizar a missão, viver em comunidade, de poder participar da missão em variadas formas. Sinto-me muito feliz e realizada.

3. No caminho, certamente, além das alegrias e flores, deparou-se também com sofrimentos e cruzes. Qual foi a força que encontrou para permanecer fiel?
Realmente teve muitas dificuldades e sofrimentos, mas encontrei sempre forças na certeza de que Jesus me chamou, me escolheu, me consagrou e me enviou. Ele me deu a graça de deixar minha família e sempre acendeu luzes na medida do necessário. Assim, encontrei forças na cruz de Jesus, nos seus sofrimentos, pelos quais deu sua vida e derramou seu sangue por mim, e que também ressuscitou e me deu a certeza de que Ele está presente e me diz: não tema, eu estou com você. Essa certeza que me deu a força para superar as dificuldades e sofrimentos e olhar pra frente sem desanimar.

4. Diga uma palavra aos jovens, que hoje, sentem Deus a chamar-lhes para segui-lo mais de perto.
Não temam. Vão em frente com coragem, acreditando e confiando, por que se Jesus te dá a graça de deixar a família, que eu acho a maior, a mais difícil, todos as outros obstáculos e dificuldades são superados com maior facilidade. Não ter medo, ter confiança e acreditar no chamado. Sei em quem acreditei! Deus dá a graça e faz com que a pessoa seja feliz, o importante é dizer o sim.

5. Um trecho do Evangelho que marca seu caminho vocacional.
O trecho do Evangelho que mais me marca é o trecho dos discípulos de Emaús (Lc 24, 13-35). Por que ali Jesus mostra sua presença no cotidiano, nos momentos tristes, difíceis, de desânimo, mas também nos momentos de alegria. Dá a certeza de que ele está caminhando com a gente, que se faz uma presença esclarecedora, que ilumina, que dá coragem, que incentiva, mas que também corrige e faz as admoestações. E, no momento em que o convidamos para ficar conosco, ele se revela.
De São Paulo, a frase que sempre me deu força é esta: “Sei em quem acreditei e estou certa de que ele é fiel” (2 Tm 1, 12). Tenho a certeza que Deus é fiel, como São Paulo a tinha. Isso me dá forças de continuar.

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