domingo, 5 de junho de 2011

50 anos consagrados a serviço do Evangelho com a Comunicação!

Quem responde a nossa entrevista é Ir. Andréia Berta. Ela é natural de Concórdia – SC e está no Brasil para a celebração do seu jubileu de Ouro, pois há 40 anos vive e exerce a missão Paulina em Portugal.


1. Ir. Andréa, conte-nos um pouco como sentiu o chamado do Senhor para ser religiosa?
Eu quando era pequena, sempre via as irmãs na minha cidade, elas tinham um colégio e davam catequese. E eu pensava em ser irmã como elas também, por que achava interessante o jeito delas viverem. Mas não foi com essas irmãs da minha cidade que eu me encantei. Um dia passou por lá uma irmã Paulina e foi em um bazar para fazer a assinatura da Revista Família Cristã. Minha mãe havia ido também nesse bazar, que era de uma amigo dela. Então, a irmã perguntou, logo pra minha mãe, se ela não tinha alguma menina que desejava ser freira, ao passo que ela respondeu que tinha uma que às vezes falava que queria ser freira. Mas eu nem tinha nada definido. Mas, a Ir. Filipina, que hoje mora aqui em São Paulo, na Cidade Regina, muito esperta, pegou meu endereço e no outro foi até a minha casa. Convidou-me para ser irmã e eu aceitei. Tinha 14 anos e, oito dias após esse convite, fui com ela para Porto Alegre – RS, onde fiquei dois anos sem ir de férias. Quando voltei para as férias, trouxe minha prima, hoje, Ir. Elsa Berta. Interessante que, quando fui falar com meu pároco na época, ele não gostou e não falou bem das Irmãs Paulinas para mim. Eu fiquei meio apreensiva e fui conversar com meu pai, que me disse: se elas não fossem boas, não andavam 5 Km a pé para virem te visitar. Por que, a Ir. Filipina, para chegar até minha casa, percorreu 5 km a pé debaixo de um sol forte. Isso tirou minhas dúvidas.

2. Ao olhar sua caminhada nesses cinqüenta anos, consagrada ao Senhor para anunciar o Evangelho, sente-se feliz e realizada por ter respondido seu “Sim” a vocação?
Imensamente feliz! Fiz uma caminhada, praticamente toda, fora do Brasil, Cinco anos nos Estados Unidos e 40 em Portugal. Então, minha consagração foi vivida toda na missão. Costumo dizer, às pessoas que me fazem essa mesma pergunta, que me sinto tão feliz e realizada que se tivesse outra vida ia fazer igual. Fazia tudo outra vez e ia ser Irmã Paulina de novo.

3. No caminho, certamente, além das alegrias e flores, deparou-se também com sofrimentos e cruzes. Qual foi a força que encontrou para permanecer fiel?
A frase de São Paulo que me acompanha: “Tudo posso naquele que me conforta”. Já passei por dificuldades de saúde, de trabalho, de responsabilidades grandes. Mas o que sempre me deu forças foi o grande amor inicial a missão e, a força que encontro na Palavra de Deus e na oração.

4. Diga uma palavra aos jovens, que hoje, sentem Deus a chamar-lhes para segui-lo mais de perto.
Eu acho que o jovem de hoje tem muitas qualidades. Ele nasceu na era digital, tem muito mais possibilidades. Mas, falta ao jovem a coragem de dizer o sim. O que eu digo é que não tenham medo. Uma vez que você decide seguir Jesus Cristo ele não te abandona, ele fica com você. Só damos esse sim por que acreditamos nele. Se não fosse por alguém que eu acreditasse eu não teria deixado minha casa e muito menos deixado o Brasil. Então, o jovem não pode ter medo, tem que arriscar, ter coragem. Ao menos tentar.

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