quinta-feira, 7 de abril de 2011

Experiência a serviço

O Pe. Tiago Alberione, fundador das Irmãs Paulinas, sempre acreditou que "a vocação é um ato de amor a Deus. Por isso, requer um ato de amor, livre e voluntário, para ser seguida, correspondida."

Pe. Tiago Alberione

E, isso se confirma na vida de muitas irmãs, que nesses quase 96 anos de história da congregação, responderam  SIM, na gratuidade e liberdade, correspondendo ao grande dom que Deus colocou em seus corações: a Vocação.

Na entrevista a seguir, (publicada na Revista Paulinas - A Comunicação a Serviço da Vida - Ano 11, Nº 39, Março 2011), Ir. Ninfa Becker partilha um pouco de sua história, vocação e experiência na vida Paulina. Ela, está perto de completar 50 anos de profissão Religiosa (2012) e, desde o início deste ano assumiu a missão coordenar as Irmãs Paulinas no Brasil. Trabalho exigente mas, assumido com amor e com fé. 
Acompanhe a entrevista: 


Paulinas - Ir. Ninfa, gostaria de falar um pouco da sua história de vida, de sua família?
Ir. Ninfa Becker - Acredito que Deus me chamou desde o seio materno, porque desde que me conheço por gente sempre desejei ser religiosa. Sentia o desejo de ser irmã! Certamente, no início, quando menina, não tinha muita consciência do que isso significava e todas as consequências que derivam de um chamado vocacional. Essa consciência vai se esclarecendo no decorrer dos anos, e, como se diz, é caminhando que se faz o caminho. 

Paulinas - O ambiente familiar ajudava? 
Ir. Ninfa Becker - Sim, Deus me fez nascer em um lar profundamente cristão, arraigado na fé católica, e meus pais eram praticantes convictos dessa religião. Educaram seus dez filhos na mesma fé. Em nossa casa, cultivávamos a fé, a oração e a prática dos sacramentos, sem falar de valores como a honestidade, a retidão e o amor ao trabalho, ao estudo, à Igreja, à simplicidade e ao próximo. Considero minha família um grande dom de Deus. Este ambiente familiar certamente favoreceu para que eu percebesse o chamado de Deus e respondesse a Ele. 

Paulinas - E como as Paulinas apareceram em sua vida? 
Ir. Ninfa Becker - Não conhecíamos as Irmãs Paulinas, mas a visita da Ir. Maria Helena Masiero, que percorria as cidades para realizar a missão Paulina, foi providencial. Quando ela, acompanhada por minha tia, me convidou para ingressar na comunidade das Irmãs Paulinas, eu respondi prontamente: "SIM". E fui com ela para Porto Alegre - RS. A missão específica de comunicar Jesus Cristo através dos meios de comunicação social conheci depois que entrei na comunidade. 

Ir. Ninfa e Ir. Pina no encontro com as junioristas em 2010
Paulinas - E depois desse 'sim', o que aconteceu? 
Ir. Ninfa Becker - Bem, eu nunca me arrependi de tê-lo dito e me empenhei para vivê-lo no cotidiano da vida. Passei por momentos difíceis, provas, mas o Senhor me sustentou e me deu a graça de renovar minha escolha. Nunca voltei atrás. Não posso esquecer os muitos momentos de alegria que a vida e a missão Paulina já me proporcionaram e ainda hoje proporcionam. Eu me sinto muito feliz pela minha vocação e procuro vivê-la cada dia com amor, na fé, na doação, juntamente com minhas irmãs, com quem caminho. No próximo ano, se Deus quiser, celebrarei 50 anos de profissão religiosa. Durante este tempo, tive a graça de exercer muitas atividades apostólicas, formativas e de governo no Brasil, na Colômbia e no governo geral. na Itália. 

Amanhã, a segunda parte da entrevista. Não Perca!

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