sábado, 30 de abril de 2011

VIVIANE RODRIGUES DE JESUS

Nasceu em Minas Gerais, na cidade de Malacacheta, mas desde o primeiro ano viveu em São Paulo. Motivada pelo desejo de seguir Jesus em uma congregação que tivesse a Bíblia e a Eucaristia ingressou na congregação das Irmãs Paulinas no início de 2006 na comunidade de Canoas – RS. A Palavra de Deus que ilumina seu caminho é:

“Eu sei em quem depositei a minha confiança, e estou certo de que ele tem poder de guardar o meu depósito, até aquele dia.” (II Tm 2, 4)

Vamos conhecê-la um pouco mais nas perguntas que respondeu:
Viviane
1.      Viviane, conte-nos como aconteceu sua vocação, como escutou a voz do Senhor a chamar-lhe para segui-Lo mais de perto na Vida Religiosa Paulina. 

Tudo começou quando eu tinha 12 anos de idade. Participava na paróquia, sobretudo, de um grupo chamado “Grupo Mariano”, era um grupo fundado pelo pároco, composto de meninos e as meninas para servir o altar, como os coroinhas. Ali, eu sentia profundamente o chamado de Deus, servindo o altar, servindo as pessoas, escutando a Palavra de Deus e me envolvendo com o mistério da liturgia. O toque da minha história vocacional nasceu nesse grupo com o desejo de falar do amor de Deus às pessoas, assim como eu o havia experimentado. Mas, achava que isso ia passar, que era coisa de criança. Porém, os anos passaram, fiz outras experiências e o desejo permanecia forte, embora camuflado na minha rotina de trabalho, nos projetos de estudar, de ter uma profissão. Nem passava pela minha cabeça dedicar a vida a Deus de forma tão radical. Mas, logo percebi que o meu sonho mesmo era servir a Deus na Vida Religiosa, falar de Deus, evangelizar, me doar a Ele e às pessoas. Foi a partir dessa convicção, apesar do medo de assumir, pois eu tinha muito medo de enfrentar a mim mesma, a minha família, as pessoas que conviviam comigo, medo de abandonar tudo para uma vida mais radical. Mas, Deus foi colocando dentro de mim muita coragem e força para enfrentar isso. Eu pensava comigo: “se eu não me decidir pode ser que futuramente eu me arrependa. Vou tentar, se eu chegar lá e não der certo, eu volto mas, eu vou em busca desse sonho meu”. Eu queria servir a Deus em qualquer congregação religiosa que tivesse a Eucaristia e a Palavra, que para mim eram valores bem fortes. Lógico que isso tem em todas as congregações, mas como eu não conhecia carismas nem nada, para mim essa era a condição da escolha. Até que um dia, uma amiga me deu um encarte vocacional das Irmãs Paulinas. No folheto vi várias fotos e frases que me chamaram a atenção, mas sobretudo duas me saltaram aos olhos: “Nascemos da Eucaristia” e “O Evangelho não pode parar”. Quando li senti que tinha encontrado a congregação que eu buscava e desejava. Foi então que, em 2004, resolvi me comunicar com as Irmãs Paulinas. Recebi logo a resposta e iniciei o processo de discernimento e de busca.  

    2. O que nos conta sobre esses cinco anos de caminhada na formação Paulina, como foram para você nos momentos alegres e nas dificuldades? 

Contemplando esses cinco anos de caminhada, sobretudo agora nessa reta final, percebo que desejava experimentar o amor de Deus e de fato o experimentei. Compreendi que a vida religiosa é deixar tudo para servir, com amor, a Deus e as pessoas. Descobri a graça de Deus na minha vida em tudo: nos dons, nas qualidades, nas buscas, e também na dimensão dos limites, das fragilidades, do pecado. Por vezes achei que não iria conseguir, pois as dificuldades são muitas, mas Deus sempre me deu forças e coragem para perceber nos momentos de desolação que o meu chamado era maior que tudo. Esses anos foram traçados à luz de Cristo. Foi ele quem me deu a graça para realizar a missão, para trabalhar com o povo, para conviver com as irmãs, para viver e conhecer o carisma. Tudo foi oportunidade de crescimento na fé, na experiência humana, cristã, religiosa, no cotidiano, no apostolado, na comunidade, no contato com o povo, comigo mesma, com Deus. Tudo foi oportunidade de crescer com Deus e por Ele.



Dois pontos me levam a dizer esse sim com muita clareza, alegria e amor. Primeiro, o desejo profundo de servir a Deus, de evangelizar, esse foi o motor da minha vocação e esse é o motor que me faz caminhar. E a segunda motivação é o desejo profundo de cada vez mais me unir a Deus de viver realmente o querer de Dele, de estar perto de Deus. Quando deixei tudo tinha esses dois motivos: evangelizar e me entregar totalmente a Deus. Vejo que essas duas forças me sustentaram a dizer hoje esse sim. Viver o Evangelho, falar do Evangelho, testemunhar o Evangelho e profundamente traduzir esse Evangelho na minha vida essa é minha meta. É difícil, mas é o que me impulsiona a dar esse sim com todas as minhas forças. Peço essa graça constantemente para Deus.


   4. Deixe uma mensagem aos jovens que, como você, também escutam a voz do Senhor a chamá-los para segui-Lo mais de perto. 


   3. O que, nesse momento importante de sua vida, no qual será consagrada ao Senhor, a motiva a responder esse SIM? 

Que vale a pena! Pe. Alberione fala mais ou menos assim: “A felicidade é quando você se encontra, encontra a vocação.” Então, se você é jovem e tem esse desejo de servir a Deus e doar sua vida, não tenha medo! Deixa tudo, por que o tudo você vai ter, que é Deus. Se abandone nas mãos de Deus, confie, se entregue, peça ajuda de quem possa te ajudar a discernir, e você vai perceber que realmente Deus tem algo na sua vida. Se você sente esse desejo não tenha medo por que viver a vocação é viver o dom de Deus, é ser feliz na opção que você está fazendo. Se entregue e Deus vai fazer o resto. Você vai perceber que vale a pena por que servir a Deus e aos irmãos faz parte do nosso sim que demos no batismo.

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