terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Reflexão sobre o Advento e Natal

Por J. B. Libanio 
Advento tem o sabor de silêncio, de recolhimento, de espera na oração. Em vez de fechar-nos no pequeno mundo dos problemas pessoais e familiares, a oração lança-nos para além dele e assim alcança tantos irmãos, necessitados de apoio.
Além dessa solidariedade diante de Deus, vivemos outras formas. Freqüentemente se seguem às situações de penúria e de catástrofe movimentos de socorro, quer através da oferta de dinheiro ou de outros bens, quer, em alguns casos, de voluntariado de ajuda.
Natal fala ainda mais em solidariedade. Quando Betinho vivia, ele promovera aquele gesto simbólico de arrecadar alimentos para que, ao menos, no dia de Natal, nenhum brasileiro passasse fome. Sabemos que a fome volta cada dia. E, por isso, passado o Natal, as pessoas tornaram a senti-la. Entretanto, o gesto serviu para mostrar-nos que algo permanente deve ser feito nesse país para debelar definitivamente com o flagelo terrível da miséria.

  
O tempo de Advento e Natal tem a força de acordar em nós uma solidariedade que deixe o campo de gestos esporádicos e eventuais para entrar no "ethos" do nosso existir para transformar-se em cultura.
Quando falamos de cultura, entendemos essa teia de símbolos e sentidos com que representamos a vida. Que o Advento e o Natal favoreçam a criação em nós e em torno de nós da cultura da solidariedade! (Ver na íntegra)

Faculdade Dom Hélder – 06 de dezembro de 2008

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