segunda-feira, 24 de janeiro de 2011


Nós, Irmãs Paulinas, somos consagradas para o anúncio do Evangelho. Para que esse anúncio seja feito com qualidade estudamos e nos profissionalizamos em diversas áreas do conhecimento. 
Ir. Osnilda Lima é jornalista e exerce a missão Paulina na redação da Revista Família Cristã.   Hoje, ela nos escreve sobre sua experiência missionária de mulher consagrada:  


Exercício do jornalismo como conseqüência de uma vocação


"Na minha experiência pessoal, não há como falar da missão exercida no jornalismo como Paulina sem mencionar uma pequena Cidade Italiana chamada Susa, situada na região do Piemonte, província de Turim. Em março de 2008 tive a graça de conhecer essa encantadora cidade que, para nós Paulinas, é cara e tem grande um significado.  Em dezembro de 1918 o primeiro grupo de jovens que mais tarde viria a ser as irmãs Paulinas, ainda embrionário como congregação, é enviado a Susa para retomar as publicações do jornal da Diocese o La Valsusa. Vale lembrar que neste ano, 2011, o jornal está em seu 115º ano, porém, não mais dirigido pelas Paulinas.

Posso assim dizer que a cidade Susa foi o grembo, ou seja, o ventre, as entranhas em que o ser de Paulinas conclui, no sonho de Deus, o período “gestacional” e ganha “forma”, adquire a identidade missionária. Isso porque foi nessa cidade que o pequeno grupo de jovens começa a produzir e distribuir formação e informação através do La Valsusa. A missão das irmãs Paulinas se concretiza. O povo as “batiza” de Filhas de São Paulo .

Da esquerda: Ir. Osnilda, Ir. Suzana e Ir. Flávia Jeane

Ao visitar a cidade, não tive dúvidas, de que não há como dissociar a consagração que vivo na missão Paulina do jornalismo. Ao caminhar pelas ruas de Susa eu me transportava no tempo para percorrer com aquele pequeno grupo de jovens entusiastas e comunicar o conteúdo do comunicador perfeito: Jesus Cristo que hoje continua nos impelindo a dar continuidade.




Nunca imaginei ser jornalista, mas a graça da vocação Paulina me possibilitou descobrir esse dom. E ao colocá-lo a serviço do Reino, procuro assim como escreveu José Francisco Sánchez: “A alma do bom jornalismo, bom serviço que a imprensa pode prestar, é contar boas histórias através de boas reportagens que iluminem, num sentido amplo e profundo, o cotidiano das pessoas”.  Por isso, busco sempre, dentro de minhas limitações, assim como ensinou nosso fundador padre Tiago Alberione: “Antes de tudo, aprende-se aos pés de Jesus Mestre”. Então, antes de me sentar para a preparação de uma entrevista ou escrever uma reportagem, “troco umas idéias” com Jesus, para descobrir se aquilo que será publicado, de fato, vai ajudar o leitor e em conseqüência a sociedade. Aí parto pra ação e, aqui cai bem a máxima: “10% inspiração e 90% transpiração” e que, às vezes sofre alteração 98% de transpiração."

Parababéns a Ir. Osnilda e a todas as Irmãs Paulinas jornalistas, que colocam seus dons a serviço do Evangelho!

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