quarta-feira, 27 de outubro de 2010

HISTÓRIA DE UMA MISSIONÁRIA - 2

Basta conviver um pouco com Ir. Silvana para perceber que ela é uma pessoa muito feliz, com um grande coração, cheio de amor a Deus, às pessoas e às missões. Continuando a entrevista você vai perceber como ela se permitiu ser instrumento nas mãos de Deus, por onde passou e no que fazia.

Ir. Silvana, qual foi sua maior dificuldade?

A maior dificuldade que encontrei fora do país foi de adaptar-me, de ser como elas são. E outra coisa também era não comparar nada, dizendo, por exemplo: “Lá no Brasil se faz assim...”. Por exemplo, quando eu trabalhava na cozinha: tem uma comida venezuelana chamada “Arepa”, que é parecido com o nossa tapioca. Prepara-se fazendo bolinhos, que tem que ser redondos. Mas eu não conseguia fazê-los redondos. Então, um dia pensei: “porque tem que ser redondo, vou fazer quadrado!”. Quando chegou na mesa essa arepa quadrada parecia outra comida, que interessante! Parecia outra comida, mas era só por que estava quadrada e não redonda.
Quando eu entendi que tanto faz fazer arepa quadrada ou redonda, não fiz mais comparação com nada, nunca mais falei do Brasil. Vivi como se fosse de lá mesmo. O que mais custou para mim foi a inculturação. Depois que passei por isso, eu fazia de tudo. Quando deixei de ser brasileira lá, então se trocou o ambiente. Senti uma riqueza, é um dilema pensar que vai para as missões para fazer alguma coisa. O mais importante para ser missionária é aceitar o ambiente, como são. Vivi sempre feliz, vivi contente.

O que sustentou sua vida missionária?

A oração foi o que mais me ajudou. A oração, a meditação, a aceitação e, naturalmente, a leitura da Palavra de Deus. A palavra de Deus é bonita. Tinha, também, uma irmã italiana, mais velha, que era muito boa e me ajudava.


 
Quando você olha para esse caminho percorrido, o que tem a dizer?

Graças ao Deus que me chamou para as missões! Quando me enviaram para as missões, eu dizia como o Primeiro Mestre (Pe. Tiago Alberione): “Nossa! Não tinham uma pessoa mais ignorante para mandar, e mandaram a mim!”. No dia que a Mestra Dolores falou, eu fiquei a noite inteira rezando, pensando que era uma coisa do outro mundo. Mas realmente foi uma graça muito grande. Para mim foi.

Hoje você reza muito pelas missões?

Eu tenho num papel todas as cidades onde tem as irmãs missionárias Paulinas. Então, todo dia, pego o papelzinho e mostro para o Senhor: “Estas, Senhor!”. Então Ele já sabe que as intenções são para aquelas irmãs. As missões são uma coisa bonita. Se a gente se dedica realmente para amar o Senhor e para servir, não tem outra coisa melhor. E esse espírito continua, aonde quer que agente vá, serve e ama o Senhor. Não tem outro sentido, a não ser, servir ao Senhor em qualquer lugar. Coisa mais boa!!! Eu gostaria até agora de voltar, porém dei o que tinha que dar lá fora. Se fosse para começar tudo de novo eu iria. Se eu tivesse com 30 anos, com saúde eu começaria tudo de novo.


Agradecemos o Dom da Vida e da vocação Paulina de Ir. Silvana!

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