domingo, 17 de outubro de 2010

"Vem e segue-me!"

Você já leu, em nosso blog, vários testemunhos vocacionais. Viu como foi a história do chamado divino na vida de algumas irmãs e jovens em formação. Hoje, convidamos você para refletir sobre como acontecia esse chamado: "Vem e segue-me!" que Jesus fez a muitos que encontrava pelo caminho.
Vamos refletir sobre a vocação que nasce sempre do encontro com aquele que é o sentido de toda vocação: Jesus!

O chamado: "Vem e segue-me!"

"A vocação não é coisa de um só momento, mas é feita de repetidos chamados e convites, de avanços e recuos. Começa à beira do lago (Mc 1, 16) e só termina depois da ressurreição ( Mt 28,18 - 20; Jo 20, 21). Começa na Galiléia ( Mc 1, 14 - 17 ) e, no fim, após um longo processo, recomeça na mesma Galiléia ( Mc 14, 28; 16, 7 ), também à beira do lago ( Jo 21, 4 - 17). Recomeça sempre! Na prática, o chamado coincide com a convivência dos três anos com Jesus, desde o batismo de João até o momento em que Jesus foi levado ao céu ( At 1, 21 - 22 ).



Fonte: Google


A maneira de Jesus chamar as pessoas é simples e bem variada. Às vezes, é o próprio Jesus que toma a iniciativa. Ele passa, olha e chama ( Mc 1, 16 - 20 ). Outras vezes, são os discípulos que convidam parentes e amigos ( Jo 1, 40 - 42 . 45 - 46 ), ou é João Batista que aponta o "Cordeiro de Deus" ( Jo 1, 35 - 39). Outras vezes ainda, é a própria pessoa que se apresenta e pede para poder segui-lo ( Lc 9, 57 - 58 . 61 - 62 ). A maior parte dos que são chamados já conhece a Jesus. Eles já tiveram alguma convivência com ele. Tiveram a oportunidade de vê-lo ajudar as pessoas ou de escutá-lo na sinagoga da comunidade ( Jo 1, 39; Lc 5, 1 - 11 ). Sabem como Jesus vive e o que ele pensa.

O chamado é gratuito; não custa. Mas acolher a vocação exige decisão e compromisso. Jesus não esconde as exigências. Quem quer segui-lo deve saber o que está fazendo: deve mudar de vida e crer na Boa-Nova ( Mc 1 - 15 ); deve estar disposto a abandonar tudo e assumir com ele uma vida pobre e itinerante. Quem não estiver disposto a fazer tudo isso "não pode ser meu discípulo" ( Lc 14, 33 ). O peso, porém, não está na renúncia, mas sim no amor que dá sentido a renúncia ( Jo 21, 15 - 17 ). É por amor a Jesus ( Lc 9, 24 ) e ao Evangelho ( Mc 8, 35 ) que o discípulo ou a discípula renuncia a si mesmo (a) e carrega a sua cruz, todos os dias, para segui-lo ( Mt 10, 37 - 39; 16, 24 - 26; 19, 27 - 29 ).




O chamado é como um novo começo! É como nascer de novo ( Jo 3, 3 - 8 ). Quem aceita o chamado deve deixar que os mortos enterrem seus mortos ( Lc 9, 60 ). Deve seguir em frente e não olhar para trás ( Lc 9, 62 ). O chamado é um tesouro escondido, uma pedra preciosa. Por causa dele, a pessoa abandona tudo, segue Jesus ( Mt 13, 44 - 46 ) e entra na nova família, na nova comunidade ( Mc 3, 31 - 35 )."

(Do livro: Vai! Eu estou contigo! - Carlos Mesters - Editora Paulinas, 2010).


Jesus continua a nos chamar!
A resposta depende da medida com que o amamos!

Vocação é uma resposta de amor ao Amor!

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