domingo, 7 de agosto de 2011

Vocação sacerdotal... Vocação Paulina!

Hoje, primeiro domingo do mês de agosto, em toda a Igreja do Brasil, nós celebramos e agradecemos pelas vocações sacerdotais. Durante toda essa semana que se inicia, nos dedicamos a rezar, com mais intensidade, por nossos ministros ordenados: bispos, sacerdotes e diáconos e também por todos os jovens que se sentem chamados a essa vocação.


A primeira congregação da Família Paulina, fundada em 20 de agosto de 1914 pelo Bem-aventurado Tiago Alberione, foram os Padres e Irmãos Paulinos. Padres e religiosos consagrados a Deus com a missão de dedicarem-se ao anúncio do Evangelho com todos os meios de comunicação que existiam e os que o progresso criasse no futuro. Mesma missão que temos nós, Irmãs Paulinas, fundadas no ano seguinte, 1915.

O Pe. Tiago Alberione, quando recebeu esse carisma especial e, novo ainda na Igreja, teve a certeza que: “no novo século almas generosas sentiriam o que ele sentia...” e consagrariam suas vidas nesse apostolado, partilhariam desse mesmo sonho.

Essa intuição do Pe. Alberione foi verdadeira. Hoje, a Família Paulina está a três anos de celebrar 100 anos de existência. São 100 anos anunciando o Evangelho com os meios de comunicação em todos os cantos do mundo. Jovens ainda abraçam e compartilham do mesmo sonho de Alberione. Um deles vamos conhecer hoje.

É o Pe. Romilson Ferreira de Lima. Ele foi ordenado sacerdote no dia 19 de dezembro do ano passado, em sua cidade natal, Ouricuri – PE. Mora no seminário Paulino em São Paulo – SP e se dedica exclusivamente à Pastoral Vocacional dos Padres e Irmãos Paulinos. Continua a divulgar o sonho de Alberione aos jovens, a convidar jovens para a vida religiosa e acompanhar e ajudar no discernimento vocacional dos que desejam fazer um caminho. É um jovem padre Paulino que afirma e testemunha estar muito feliz em sua vocação! Ele vai nos contar um pouco do seu caminho percorrido até aqui.



Minha vocação:
Sou natural de Ouricuri – PE, onde vivi poucos anos. Minha vocação se manifestou quando eu morava em Osasco – SP, onde comecei a participar da igreja. Fui catequista, participava da liturgia, a princípio não com o desejo de ser padre, mas só de ajudar. Apesar de que as pessoas me diziam que eu ia ser padre. Depois de um tempo em São Paulo, eu retornei para Pernambuco com minha família e foi de lá que mandei uma carta para os Padres Paulinos. Eu me senti muito bem acolhido por eles, por que em uma semana recebi a resposta com mais informações e material vocacional. Eu estava começando o Ensino Médio e foram três anos de acompanhamento para ingressar no seminário. Ingressei no ano de 1996, quando tinha 19 anos.

Por que escolheu os Padres e Irmãos Paulinos?
Eu não tinha noção de carisma, para mim tudo era padre. Na minha paróquia os padres não falavam de vocação e nem convidavam os jovens, então eu vi no folheto da missa, O Domingo, o convite: “Venha ser um apóstolo da comunicação!” e resolvi escrever. Senti-me muito acolhido pelos Paulinos, pois recebi rapidamente uma resposta, com subsídios para o acompanhamento e depois o padre Mario Pizzetta foi à minha casa me visitar. Quando eu comecei a me corresponder com os Paulinos, comecei também a participar do grupo EVP (Equipe Vocacional Paroquial) da minha paróquia, no qual ajudava os jovens vocacionados, tanto meninas como rapazes, independente de carisma de congregação, era um grupo de reflexão. Esse grupo me dava força na parte psicológica, formação humana e pastoral.

Como foi o ingresso no seminário?
No início houve um choque, por que os Paulinos não assumem paróquia e eu vim de uma paróquia, de comunidades que trabalham com o povo. Mas aos poucos fui me apaixonando pelo carisma, percebendo que numa paróquia falamos com 300 pessoas e quando escrevemos um folheto pode-se falar com 1 milhão. Quando decidi ingressar minha família me apoiou muito. Eu fiquei triste e abalado, por que no final do ano de 1995 minha mãe faleceu e eu tinha que ingressar no seminário no início de 1996. Aí fiquei na dúvida de ir ou não. Estava com tudo preparado, com ajuda das minhas irmãs, pois a vida no sertão de Pernambuco não é fácil do ponto de vista econômico. Mas, decidi vir, arrisquei tudo. Deixei trabalho, família, amigos, namorada. Pedi as contas do emprego e ganhei um dinheiro para comprar a passagem e vir para o seminário em São Paulo - SP. Como eu tenho irmãs aqui, tive um apoio. Algumas vezes na vida temos que arriscar e renunciar se queremos seguir uma caminhada vocacional. É a duvida de muitos vocacionados.

A formação no seminário, como foi?
Minha formação no seminário foi longa. Fiz um ano de propedêutico, um ano de noviciado e três faculdades em seguida. Foram mais de 10 anos de caminhada formativa. Não entrei no seminário assim do nada, eu tive um bom acompanhamento com aqueles líderes da minha comunidade e, quando entrei, não me choquei muito com a vida comunitária e os desafios cotidianos. O fato de não ter tido pressa para ingressar me ajudou a amadurecer a caminhada.

O que mais te encanta no carisma Paulino? 
Nossa, eu acho que Alberione foi muito moderno em querer evangelizar com os meios de comunicação. E ele propôs não evangelizar com os meios de comunicação do passado, mas com todos os que surgissem no futuro. Isso me alegra muito e toda vez que surge um novo meio de comunicação, uma nova forma de levar a Palavra de Deus eu estou lá, mas sempre, no meu caso, para usar no campo vocacional. Assim como estamos usando hoje as redes sociais. Agora, não é somente estar na rede social, mas a finalidade de estar lá, que é utilizá-las na evangelização, pois esse é o nosso carisma: levar a Palavra de Deus através dos meios de comunicação.

A força para perseverar na caminhada:
Tem que ter muita força de vontade. Muito amor ao que você está fazendo e se sentir feliz. O que me ajudou muito foi o apoio total da minha família e a idéia de levar a Palavra de Deus com a comunicação. Eu não seria Camiliano, eu não seria Franciscano, eu não seria Orionita, se eu entrasse nessas congregações não sei se permaneceria muito tempo. Quando fiz a faculdade de publicidade tinha o objetivo de usá-la na evangelização, eu prometi que ia fazer isso, e é isso que faço hoje. Também vejo que o Pe. Alberione tem uma dinâmica muito boa, que são as quatro rodas da vida Paulina, comparadas ao carro que só correrá bem se as quatro rodas estiverem em equilíbrio: o estudo, a oração, o apostolado e a pobreza, isso me ajuda muito. Por que se não tivermos cuidado, vivemos numa congregação que trabalha com comunicação e podemos ficar só trabalhando e trabalhando e esquecer o lado espiritual. Outra coisa é o grande carinho que tenho pela Família Paulina, participo de uma grande família e o bonito é que foi o próprio Pe. Alberione quem fundou todas as congregações, então, temos a mesma raíz.

Padre Romilson com jovens vocacionados em Belo Horizonte - MG

Uma palavra aos jovens:
É desafiante, mas vale a pena se você acredita no ideal de ser religioso. Ser religioso com os meios de comunicação, ou seja, levar a Palavra de Deus através dos meios. Se você tem essa vontade, pode vir! O caminho não é tão fácil, mas também não é impossível. Se você tem vontade de ser padre, religioso e abraçar essa causa pode vir que será bem acolhido em nosso seminário. Vale a pena! Muitas vezes temos dúvidas se vamos arriscar e se vai dar certo, mas é preciso arriscar e fazer a experiência enquanto se é jovem. Eu estou bem feliz, muito feliz com tudo e incentivo qualquer jovem que queira participar.

Ser Paulino é:
Apresentar e relembrar que a tecnologia e a comunicação... Estão a nosso favor. Elas nos ajudam na evangelização, nos possibilitam levar a Palavra de Deus para muitos fiéis em lugares nunca freqüentados por um religioso.

Parabéns Padre Romilson. Parabéns a todos os sacerdotes Paulinos!
Jesus Mestre sempre os anime e fortaleza na missão de levar a Palavra de Deus com os meios de comunicação!

Conheça mais sobre os Padres e Irmãos Paulinos

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