sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Tudo começou de um sonho...

Responder ao chamado de Deus e seguir a própria vocação é o que dá alegria e felicidade a cada pessoa. Assim caminhamos, respondendo, cada dia, nosso Sim ao Mestre Divino que nos chamou a vocação Paulina. Muitas irmãs já concluíram essa caminhada aqui na terra, doaram todas as suas energias para o anúncio do Evangelho e agora, recebem o prêmio protetido no céu. Outras estão apenas no início ou um pouco mais adiantadas e há quem já passou dos 50 e 60 anos de sua entrega.

A Ir. Silvana Candian já completou 64 anos da sua Primeira Profissão Religiosa. Ela é natural da cidade de Americana - SP e entrou na congregação com 19 anos. Hoje, ela já está perto de completar 87 anos de vida, reside na comunidade das Irmãs Paulinas da Cidade Regina em São Paulo - SP e realiza o apostolado paulino na recepção da Casa de Oração acolhendo a todos que ali chegam com uma simpátia e alegria encantadoras, além de colaborar na confecção de terços que são enviados para as livrarias Paulinas de todo Brasil. Desses anos de vida consagrada, 48 ela passou no exterior como missionária, 10 na Austrália e 38 entre Venezuela e Porto Rico. Ela vai partilhar com você um pouco de sua sua história vocacional e de sua experiência como irmã Paulina. 


Ir. Silvana Candian

Tudo começou de um sonho...
Eu senti mesmo a vocação foi em um sonho, realmente num sonho. Sonhei que estava num refeitório grande, onde havia muitos pobres para comer. Eu estava à porta para recebe-los, sentá-los a mesa e servia com todo carinho e amor. Eram muitos pobres e o refeitório era bem grande. Eu não me recordo que comidas tínhamos, mas me lembro bem  a mesa e os pobres que chegavam para comer. Então daí nasceu um desejo: por que não servir os pobres? Tinha uns 15 anos. Nunca esqueci esse sonho, pois dele me veio muito forte um grande desejo de servir, o que no sonho não me custava nada. Na época esqueci o sonho e segui meu caminho. 


Conheci as Irmãs Paulinas...
Quando tinha uns 20 anos as Irmãs Paulinas foram na minha cidade e perguntaram ao padre se ele conhecia alguma moça que queria ser irmã. Ele indicou uma amiga minha e as irmãs foram visitá-la. Essa amiga me disse depois: "venha Carolina (era meu nome de batismo), tem duas irmãs que estão convidando as moças que querem participar da vida delas, elas me convidaram, será que você não gostaria de conhece-las também?" Eu respondi que achava que as irmãs não iam querer gente pobre como eu, por que eu não teria condições nem de preparar um enxoval, eu não tinha nada. Essa amiga, que também é irmã Paulina hoje, disse que achava que elas viriam a minha casa sim. E um dia, as irmãs apareceram lá. Falaram com minha mãe e perguntaram se alguma de suas filhas queria ser freira. Minha mãe respondeu que nenhuma das seis filhas tinha dito nada a ela. Mas quando eu chegava do trabalho para almoçar, minha mãe disse às irmãs:  "tem essa menina que está chegando agora, ela tem uma vida um pouco diferente das outras, talvez pode ser que ela queira". Então as irmãs me convidaram, mas a primeira coisa que respondi foi: "não posso,meu pai não deixa".  Elas falaram que viriam conversar com meu pai se eu quisesse ir. Eu conversei, depois, com meu pai e expliquei que vinham as irmãs falar com ele no domingo, por que eu queria ser religiosa. Mas, no dia marcado, meu pai saiu e não apareceu em casa. Minha mãe então dizia que eu ia fazer muita falta, pois eu trabalhava e ajudava a colocar comida dentro de casa. Então eu disse: "se é por causa da comida, eu vou, pois minhas irmãs também podem procurar trabalho e ajudar", e isso disse também ao meu pai. E decidi que não ia mais trabalhar e iria para o convento com as Irmãs Paulinas.

O ingresso na congregação e uma expêriencia marcante... 
Cheguei em São Paulo numa Quinta-feira Santa. A capela estava toda preparada para a adoração ao Santíssimo. Eu cheguei e fiquei rezando. Desde então, até hoje tenho uma grande devoção ao Santíssimo Sacramento, pois aquele era o dia Instituição da Eucaristia e da Instituição do Sacerdócio. Rezo muito pelos sacerdotes pois sem eles não teríamos a Eucaristia. É uma vida muito bonita!

O que mais gosta da vida e missão Paulina?
A comunicação! Comunicar-me com as pessoas. Eu rezo sempre para ser uma presença de Deus. Para que as pessoas que me veem, não vejam a Ir. Silvana, mas que vejam Deus presente em mim. Creio que um pouco estou conseguindo.



Você é  feliz Ir. Silvana?
Nossa Senhora! Não troco por nada essa vida! Graças a Deus fui sempre feliz, em todo lugar, na Austrália, na Venezuela... Pode ser que até tiveram cruzes, mas nem me lembro mais! Tudo passa e termina! Sou muito feliz!

Uma palavra as jovens que pensam em seguir Jesus na vida religiosa consagrada...
Que sirvam a Deus na felicidade renunciando a si mesmas. A felicidade está na renúncia de si mesmo. Se eu renuncio a mim mesma, encontro toda a felicidade do mundo. Claro que o caminho não é só de rosas e flores, tem um pouco de espinhos. Porém, com a Graça de Deus, e nossa entrega a Ele, superamos tudo!

"Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida."
(Jo 14, 6)
 

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