quinta-feira, 25 de novembro de 2010

A santidade no cotidiano

Conversamos com o Pe. Antonio Francisco da Silva, ele é um Paulino, que foi, por vários anos, o postulador para a causa dos Santos da Família Paulina em Roma, e agora está morando no Brasil, na Cidade Paulina, em São Paulo.
Confira o que ele nos disse a respeito de como viver a Santidade no Cotidiano:



“Ao falar de cotidiano, eu tenho comigo o meu refrão: é o que Pe. Alberione chamava de “O dia Paulino”. Pe. Alberione entendia assim: ao acordar a gente considera que é o nascimento e ao ir deitar e dormir é como a morte. Mas, entre acordar e dormir há um tempo, um tempo que acolhemos como vestido de eternidade, vivendo a eternidade no tempo. Então as escolhas que fazemos devem ter a qualidade da eternidade, ou seja, da salvação, do Reino de Deus. Que as escolhas sejam santas. Para isso, há nesse dia Paulino um sol que ilumina, que é a Eucaristia, presença de Cristo vivo. Essa santidade do cotidiano faz com que realmente se considere o dom do tempo e do hoje em todas as ocasiões. Na aliança que Deus estabeleceu conosco chamando para esse dia podemos contar com Ele como se diz para o matrimônio: ‘na boa e na má sorte’, ou ‘na alegria e nas dores’. Essa realidade de todo mistério de Cristo vivencio na multiplicidade daquilo que encontro. Eu, como sacerdote posso celebrar a Eucaristia para uma festa de matrimônio mas, ali pode haver alguém celebrando a dor pela morte do pai ou da mãe. Não dá para separar uma coisa da outra. Eu, por exemplo, celebrei a missa de 66 anos de casamento do meu pai e da minha mãe, e celebrava também, o 7º dia de um pai de familia. Passados 52 dias, aconteceu o contrário, eu estava celebrando a missa de falecimento do meu pai e uma festa de bodas. A comunidade é feita de tudo o que está presente e estamos presentes em tudo com a santidade de vida ‘na boa e na má sorte’. Os sofrimentos estão aí e fazem parte e a alegria também mas, é esse espírito que recebemos que faz com que caminhemos. A única coisa importante é não deixar que a tristeza entre porque é a maior inimiga do Reino de Deus. Sofrimento sim, tristeza não! O fim de uma aliança, como o casamento, é quando entra a tristeza. Tem muito valor aquela canção que diz: “Tristeza por que você não vai embora...”

Agrademos ao Pe. Antonio por partilhar um pouco de sua experiência e despertar em nós o desejo de viver a santidade no dia-a-dia!

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