sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Entrevista com Pe. Valdir, ssp

Estamos no mês agosto, em que celebramos as vocações. Nesta primeira semana dedicamos nossa oração aos Ministérios Ordenados. Por isso, é com muita alegria, que nossa equipe do Blog fez uma entrevista com o Pe. Valdir de Castro, da Congregação dos Padres e Irmãos Paulinos. Ele partilha conosco um pouco de sua história vocacional. Confira:
1.     Quando surgiu seu desejo de ser padre?

Penso que é difícil dizer exatamente quando surgiu. Lembro-me de que, desde criança, já afirmava que queria ser padre. Meus pais eram muito engajados na comunidade paroquial e nesse ambiente eu nasci e cresci, admirando a missão do sacerdote. Ainda criança, pertenci ao grupo dos coroinhas e, desde pequeno, já gostava de participar da comunidade e dos serviços especialmente ligados à liturgia.


 2. Por que escolheu ingressar na Congregação dos Padres e Irmãos Paulinos?
Decidi ingressar na Congregação dos Padres e Irmãos Paulinos porque me identifiquei com o carisma e a missão específica com a comunicação social. Especialmente entre os 15 e 17 anos, busquei aprofundar a minha vocação e conhecer algumas congregações e o clero diocesano. Porém, foi o estilo de vida sacerdotal “paulino” que me atraiu. Descobri que era uma maneira diferente de evangelizar, muito adaptada aos tempos modernos.
 3.     Como foi o seu ingresso no seminário?
O ingresso foi rápido. No final do ano 1978, participei, na minha cidade natal, da ordenação sacerdotal de um padre paulino, que foi antecedida por uma semana vocacional. Na semana seguinte à ordenação, procurei este jovem sacerdote, que ainda estava na cidade, e perguntei sobre a Congregação dos Paulinos. Ele não só me passou informações, mas também me convidou para conhecer o seminário e a gráfica localizados na Rodovia Raposo Tavares, em São Paulo. Alguns dias depois fomos a São Paulo. Uma das coisas que mais me chamou a atenção foi a gráfica onde se imprimia a Bíblia e muitos outros livros com o objetivo de evangelizar e ajudar as pessoas. Quando entrei nesse ambiente, senti que era para essa missão que Deus me chamava. Aos poucos, fui descobrindo que a missão dos paulinos não consistia somente em usar a imprensa, mas todos os meios de comunicação social a serviço da evangelização.

4.     Partilhe conosco uma experiência significativa de sua caminhada vocacional.
Não consigo imaginar “uma” única experiência significativa. Na verdade, no decorrer de minha caminhada vocacional, foram muitas as experiências que me marcaram: o testemunho dos primeiros padres e irmãos paulinos que conheci, a beleza e o dinamismo da missão paulina, a primeira profissão religiosa e também a perpétua, a ordenação sacerdotal, além de momentos fortes de oração, de estudo e de apostolado. Não posso esquecer, é claro, do testemunho cristão de meus pais, dos catequistas de minha comunidade de origem e muitas outras pessoas que passaram pelo meu caminho nesses anos todos. Fui descobrindo que, não obstante as nossas fraquezas e limitações, Deus nos chama, e que a vocação não é mérito nosso, mas é fruto de sua graça.
 5.     Este ano você celebra 25 anos de sacerdócio (Jubileu de Prata), que texto bíblico o acompanha durante esses anos?
Gosto de ler e meditar os evangelhos e as cartas paulinas. Porém, uma passagem que me chama muito a atenção é aquela de Fl 2,5 onde o apóstolo Paulo diz: “tenham em vocês os mesmos sentimentos que havia em Jesus Cristo”. Penso que o grande desafio de todo cristão leigo, religioso ou sacerdote é assumir concretamente na sua vida os sentimentos de Jesus: amor, compaixão, alegria e tantos outros que ajudam a tornar a vida mais humana. De modo especial, como paulino, sinto-me chamado a viver esses sentimentos e expressá-los especialmente no apostolado com os meios de comunicação social.
 
6.     O que significa ser paulino nos dias de hoje?
Pe. Tiago Alberione, o fundador da Família Paulina, já afirmava, há muitas décadas, que o Paulino é chamado a ser “são Paulo vivo, hoje” e que se são Paulo fosse vivo, seria jornalista e usaria os meios de comunicação social para evangelizar. Para mim, ser paulino, nos dias atuais, significa seguir Jesus de perto, assumir na própria vida a sua mensagem, como fez o apóstolo Paulo, e anunciá-la com todos os meios de comunicação que a ciência moderna inventar, ou seja, com os meios impressos, eletrônicos e digitais. Não podemos nos esquecer, é claro, que a comunicação, antes de tudo, deve se dar primeiramente por meio do testemunho pessoal para, consequentemente, ser irradiado pelos meios técnicos, e chegar a um maior número possível de pessoas.

 7.     Deixa uma mensagem aos jovens que também desejam seguir Jesus mais de perto, seja no sacerdócio ou na Vida Religiosa.
Jesus anunciou a Boa Notícia de Deus não somente com discursos, mas, sobretudo, com os seus gestos de amor em favor da vida para todos. Portanto, se apresenta ao mundo como um estilo de vida a ser seguido. O sacerdócio e a vida religiosa são modos de seguimento de Jesus, cuja opção de vida compreende assumir o evangelho e testemunhá-lo junto ao povo nas diversas realidades, de modo radical. Vale a pena dar a vida por esse ideal! Vale a pena deixar neste mundo marcas nascidas dos valores do Evangelho.

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