sábado, 7 de agosto de 2010

22 anos de consagração

Há exatamente 22 anos, 4 jovens consagravam-se a Deus como Filhas de São Paulo, fazendo sua primeira profissão religiosa. São elas: Águida Maria Puel, Ivonete Kurten, Josefa Soares dos Santos e Neusa Fernandes.




Você vai connhecer, a partir de hoje, um pouco da história dessas quatro irmãs, que doaram para o Evangelho suas vidas. Ouvir o que elas tem a dizer após 22 anos de consagração.

Arriscar no amor

"Sou Ir. Josefa Soares dos Santos de Maringá - PR. No começo de minha experiência vocacional, fui atraída pelo amor de Deus que é para todos, sem limite e para sempre. Nesse tempo conheci as Irmãs Paulinas que tem a missão de evangelizar o mundo, levando Jesus com a comunicação e logo me encantei com esse modo de evangelizar. Para chegar a compreender a dinâmica do amor e da evangelização, tive muitas oportunidades. Destaco a experiência da fraqueza e do limite humano, onde o amor de Deus se encarna. Passei anos pensando em amar e viver o amor comunicado por Deus, na pessoa de Jesus. Demorei, porém, a compreender e aceitar que essa capacidade não vem de mim, mas é o próprio Deus que ama em mim, como expressa o padre Alberione: "em mim Jesus ame, em mim ele queira... Em mim ele ame o Pai e as pessoas e seja ele quem faça a missão em mim".
Quando fiz a experiência desse núcleo da vida e da missão Paulina: Cristo em mim, percebi uma luz clara para prosseguir no caminho da consagração a Deus e aos irmãos por amor. Porém, não sabia que precisava reciclar e deixar muitas bagagens que carregava com muito esforço. Eram fardos pesados, que precisavam ser trocados pelos de Jesus que dão leveza, alegria, simplicidade e paz. Esse é o fato que destaco em minha pequena história de vida consagrada: o amor que vem de Deus e se expressa na nossa condição humana, na mente, nos sentimentos, nos pequenos ou grandes gestos. Mas pressupõe a aceitação livre e a acolhida sincera dessa condição de fragilidade que depõe contra todo desejo de sucesso, prestígio, poder, reconhecimento. Essas tendências continuam entranhadas em meus e nossos bons desejos e são frutos do pecado ou centramento em si. Logo, necessitamos existencialmente da união consciente e livre com a pessoa de Jesus Mestre Caminho, Verdade e Vida, para Nele desenvolver toda a nossa capacidade de amar e doar-se pelo bem do outro sem defender nenhum direito particular, como propõe Jesus.
Creio que esse é o espírito da missão Paulina caracterizada pelos desafios da vida na cultura da comunicação em que vivemos. Contudo, em Cristo, por Cristo e em Cristo é possível encontrar os novos meios, as novas linguagens e os novos métodos para continuar a missão de Jesus de fazer com que todos o conheçam, conheçam o Pai e se tornem seus discípulos e, um dia, eu e cada pessoa possa dizer como Paulo: "Eu vivo, mas não sou eu que vivo, é Cristo que vive em mim"."

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