quarta-feira, 4 de agosto de 2010

DIA DO PADRE

A festa de São João Maria Vianney é comemorada no dia 04 de agosto. Nessa data é celebrado o Dia do Padre, desde 1929, quando o Papa Pio XI o proclamou “homem extraordinário e todo apostólico, padroeiro celeste de todos os párocos de Roma e do mundo católico”.



João Maria Vianney enfrentou em seu caminho vocacional muitas dificuldades, pois possuía poucas habilidades para tornar-se sacerdote. Mas, padre Balley, a quem foi enviado para ajudar na pequena cidade de Arns, no interior da França, percebeu o dom de Deus que havia nele e o preparou para o sacerdócio. Como padre foi justo, bom, extremamente caridoso e penitente, converteu e uniu todo o povo em Arns. Tornando-se assim, amado e respeitado pelo clero e os fiéis de todo o mundo cristão, por ser também um exímio conselheiro e confessor. Ele foi um exemplo das palavras proferidas pelo apóstolo Paulo: "Deus escolheu o que no mundo não tem nome nem pretígio, aquilo que é nada, para assim mostrar a nulidade dos que são alguma coisa" (1 Cor 1,28).



Nessa data especial, conversamos com o Pe. Mario Pizetta, que é natural de Gramado-RS, e está perto de completar 30 anos de ordenação. Ele é sacerdote Paulino, e atualmente pároco da paróquia Santo Inácio de Loyola, em São Paulo-SP. Acompanhe essa conversa:






1 . Pe. Mario como foi que despertou em ti o desejo de ser padre?

Éramos um grupo de quatro meninos, colegas de escola, no sítio. Uma vez vieram visitar a escola, uns irmãos Maristas, e perguntaram para os alunos, que eram muitos: ‘quem quer ser padre?’. Por incrível que pareça, nós quatro respondemos que queríamos ser padres. No entanto, não tínhamos nenhuma noção do que isso significava. Talvez respondemos isso por que éramos coroinhas na Igreja e achavamos bonito. Desse fato até a entrada no seminário foi um tempo pequeno. Pois, nossa professora era mãe de alguns seminaristas paulinos e logo contou no seminario desse nosso interesse. Eu tinha 10 anos. Posso dizer que o fato de ser coroinha e daquela pergunta dos irmãos maristas, cresceu a vontade.

2. Como foi deixar a casa, os pais e ingressar no seminário?

Em 1962 o Pe. José Dias Goularte, foi na minha casa. Ele convesou com meus pais, e no ano seguinte, com 11 anos incompletos fui para o seminário em Caxias do Sul-RS. Ali comecei a caminhar, o ambiente era agradável e sentia-me muito bem. Assim fui dando passos, fiz o noviciado, a filosofia, comecei a teologia.
Mas o momento mesmo da minha desição foi no 2º ano de teologia, quando tomei a firme resolução de me tornar padre. Estava em férias e disse convícto para os meus pais: NO FINAL DE 1980 VOU ME ORDENAR PADRE, FOI A MINHA GRANDE DECISÃO.


3. Depois desse caminho percorrido, como define a vocação?

Vocação é a aceitação de um convite que depois você vai discernindo ao longo da vida. No meu plano vocacional e como lema na minha ordenação sacerdotal, escolhi o trecho biblico de João, que diz: “Mestre onde moras? E Jesus respondeu: Vinde e vede” (cf. Jo 1, 39). A vocação é sempre uma resposta a dar, não é uma coisa pronta. E você a vive enquanto responde os apelos de Deus. É uma descoberta contínua. Esses 30 anos foram exatamente isso para mim, procurar Deus, procurar sentido e apesar de alguns momentos serem dolorosos, eles são insignificantes diante das belezas que encontrei no caminho.

4. Houve muitas dificuldades em seu caminho?

Sim. A dificuldade fez parte do caminho, sem elas não tem alegrias, não tem conquistas, nem profundidade. Ninguém gosta de sofrimentos, tormentos, tribulações, mas ao longo do tempo agente vai percebendo que elas trazem a nata pra você, e assim vamos chegando ao núcleo fundamental das coisas. Não existe vida fácil, ela é uma contingência de circuinstâncias que, ou você enfrenta ou é absorvido por elas.



5. O que tem a dizer aos jovens que pensam em seguir Jesus na vida religiosa e sacerdotal?

Não tenham medo! Não precisa ter medo que Deus vá abandoná-los se decidirem ser padre ou religiosa. Você deve sentir sempre a presença de Deus que vai dando luzes ao seu camihno. Hoje, o jovem precisa dar a oportunidade a si mesmo. Perguntar-se: será que entre tantas oportunidades que a vida me oferece, não poderia colocar um espaço para que Deus falasse mais forte dentro de mim? Acho que os jovens não podem ter medo de deixar Deus falar. E aí perceber se realmente Deus o chama para algo como os outros, ou o chama para algo bem maior.

Parabéns Pe. Mário Pizetta e obrigada por sua patilha!

Parabéns também a todos os padres.

Que São João Maria Vianney, padroeiro dos párocos, interceda por cada um em sua missão e ilumine os jovens que se preparam e os que sentem Deus a chamá-los!


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